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Atleta é mordida por cão selvagem durante ultramaratona no Quirguistão

  • Beyond the Ultimate

Em meio às desafiadoras montanhas Tian Shan, a corredora Ioana Barbu participava de uma ultramaratona de 200 km no Quirguistão quando enfrentou uma situação alarmante. Uma tempestade intensa se aproximou rapidamente, trazendo granizo e fazendo com que as temperaturas despencassem de 35º para entre 5º e 10º em poucos minutos.

Com ventos fortes que destruíram as sinalizações do percurso, muitos atletas começaram a sofrer de hipotermia e foram forçados a desistir. Apesar das dificuldades, Barbu estava determinada a continuar a corrida, sem perceber que um cão selvagem a seguia até sentir a mordida do animal em sua perna.

“Estava tão concentrada na corrida que só percebi a presença do cachorro quando ele me atacou”, relatou Barbu à CNN. Apesar da dor, a adrenalina a ajudou a ignorar o desconforto, mas ela notou o sangue escorrendo do ferimento. Com os bastões de caminhada em mãos, ela tentou manter distância do animal e acionou os médicos da corrida através de seu rastreador GPS.

A 3.200 metros de altitude e a apenas 5 km do final de uma prova que já durava cinco dias, Barbu decidiu prosseguir, ciente de que a vacina antirrábica só poderia ser administrada após deixar as montanhas. Ela comentou: “Brinco que o cachorro me ajudou, pois com a adrenalina, subi essa parte rapidamente.”

No ano anterior, a atleta se destacou ao concluir a série de corridas Beyond the Ultimate (BTU) Global Race Series, completando 940 km em uma única temporada, incluindo percursos em regiões remotas e desafiadoras como o Ártico e as montanhas do Quênia. Barbu se tornou a primeira pessoa a terminar todas as seis corridas da BTU em um ano, totalizando mais de 800 milhas.

Aos 37 anos e com uma carreira em televisão e podcasting, Barbu começou a correr por acaso, após uma conversa com a personalidade britânica Spencer Matthews, que a incentivou a participar da corrida. “Pesquisei e pensei que adoraria fazer isso um dia. Ele me desafiou a não esperar, e assim me inscrevi e treinei por sete meses”, contou.

Após completar sua primeira corrida, Barbu encontrou um treinador especializado em ultramaratonas e traçou um novo objetivo: ser a primeira a completar toda a Global Race Series em um ano. Ela se preparou intensamente, enfrentando desafios climáticos extremos em locais como a Lapônia Sueca e o deserto da Namíbia.

“Estava em uma situação inusitada, já que normalmente as pessoas treinam para uma corrida por ano. Eu estava usando uma corrida como treino para a próxima”, explicou. Antes de iniciar seu desafio, Barbu desconhecia que muitos atletas falharam ao tentar completar a série nos últimos 12 anos. “Ignorar isso foi uma bênção, pois, se soubesse, talvez não tivesse tanta confiança”, afirmou.

Barbu se comprometeu a treinar como uma atleta profissional, equilibrando treinos rigorosos com um emprego em tempo integral. Além de correr longas distâncias, ela se preparou para os perigos que poderia encontrar ao longo do caminho, como animais selvagens e condições climáticas adversas.

Para se adaptar às temperaturas extremas do Ártico, Barbu realizava banhos de gelo e usava câmaras de calor para as corridas em ambientes quentes e úmidos. Sua determinação e preparação a levaram a se destacar em um campo em que muitos já haviam desistido.

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