
O Banco Central do Brasil anunciou a extensão do prazo para a conclusão do inquérito que apura o caso envolvendo o Conglomerado Master. A decisão concede um período adicional de 120 dias para as investigações, conforme comunicado divulgado pela autoridade monetária nesta quarta-feira (17). O novo período terá início oficial em 23 de junho.
Com a prorrogação, as apurações podem se estender até 21 de outubro. Ao final desse período, o Banco Central deverá apresentar um relatório detalhado. Este documento terá como objetivo elucidar as causas que levaram à liquidação extrajudicial do Master e identificar os indivíduos responsáveis pela situação.
Contexto e Desdobramentos da Apuração
Caso sejam detectados indícios de crimes durante o processo investigativo do Banco Central, essas informações serão encaminhadas às autoridades policiais. A Polícia Federal já conduz uma investigação própria sobre o caso, que está sob a relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A expectativa é que o relatório final do Banco Central sobre o Caso Master seja divulgado entre o primeiro e o segundo turno das eleições gerais. Este cronograma insere a conclusão das investigações em um período de intensa discussão política, com as pautas da fraude financeira já sendo utilizadas por diferentes espectros políticos para atribuir responsabilidade ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O inquérito do Banco Central abrange todas as instituições que faziam parte do conglomerado Master e que já foram liquidadas, incluindo o Letsbank e a Will Financeira. No decorrer das investigações financeiras, a instituição reguladora tem prerrogativa para examinar arquivos, coletar depoimentos e requisitar dados de outras autoridades, práticas que vêm sendo adotadas desde o decreto de liquidação extrajudicial do Master.
Após a divulgação do relatório com os fatos apurados, o Banco Central poderá solicitar à Justiça a penhora definitiva dos bens de Daniel Vorcaro e de outros administradores envolvidos, visando cobrir o prejuízo financeiro causado pelas alegadas fraudes. Atualmente, os bens já se encontram sob indisponibilidade.
O comunicado oficial que estabelece a prorrogação das investigações é assinado por Aarao Diamantino Oliveira, chefe-adjunto do Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora.
