PUBLICIDADE

Boletim Fiocruz Aponta Redução de Casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em Crianças no Brasil

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (16), revela uma diminuição nos registros do vírus sincicial respiratório (VSR) em grande parte do território nacional. Este vírus é amplamente reconhecido como um dos principais agentes causadores de bronquiolite, afetando especialmente crianças com até dois anos de idade.

Análises laboratoriais detalhadas por grupos etários demonstram que a queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em menores de quatro anos decorre, primordialmente, da menor ocorrência de internações hospitalares atribuídas ao VSR em diversas regiões do Brasil. Contudo, em determinadas unidades federativas, a prevalência do vírus permanece elevada.

Apesar da tendência nacional de baixa, cinco estados do Brasil — Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — encontram-se atualmente em níveis de alerta, risco ou alto risco para a incidência de SRAG, indicando um potencial crescimento a longo prazo.

A redução geral nas hospitalizações também é observada em outras faixas etárias, com causas distintas. Em jovens, adultos e idosos, a diminuição está ligada à menor incidência de internações por Influenza A. Já entre crianças de cinco a quatorze anos, a principal razão é a diminuição dos casos severos de rinovírus.

Para conter a disseminação de vírus respiratórios, o InfoGripe reforça a importância das práticas de higiene. Recomenda-se a lavagem frequente das mãos, a utilização do antebraço ou lenço de papel ao tossir ou espirrar, e o isolamento em situações de sintomas gripais. Caso o isolamento não seja viável, o uso de máscaras é aconselhado. A manutenção da vacinação atualizada é destacada como medida preventiva fundamental.

Impacto por Faixa Etária: Incidência e Mortalidade

O levantamento da Fiocruz aponta que, ao analisar as últimas oito semanas epidemiológicas, os padrões de incidência e mortalidade semanais médias da SRAG persistem com maior impacto nas extremidades do espectro etário. A maior incidência de SRAG é percebida em crianças de até dois anos, enquanto a taxa de mortalidade se eleva significativamente na população acima de 65 anos.

Essa disparidade etária nas causas é notável: a SRAG em crianças pequenas está predominantemente ligada ao VSR, ao passo que a alta mortalidade entre idosos é primordialmente causada pelo vírus Influenza A. Para este último, a vacina é amplamente acessível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Panorama Epidemiológico Atual

No ano de 2026, foram registrados 115.203 casos de SRAG. Desse total, 60.200 (52,3%) foram confirmados laboratorialmente como positivos para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) resultaram negativos, e 8.218 (7,1%) ainda aguardavam resultados dos exames.

Entre os casos de SRAG com identificação viral positiva no período, a distribuição foi a seguinte: 40,2% foram atribuídos ao vírus sincicial respiratório (VSR), 30,2% ao rinovírus, 20,8% à Influenza A, e 4,5% tanto à Influenza B quanto ao Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

Leia mais

PUBLICIDADE