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Brasil Alcança Menor Taxa Histórica de Analfabetismo em Adultos, Atribuída a Políticas Educacionais

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de analfabetismo entre a população adulta brasileira, acima de 15 anos, atingiu seu patamar mais baixo na história do país. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em Fortaleza, Ceará, nesta quarta-feira, dia 24, e ressalta o impacto de recentes iniciativas na área.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registra 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que são não alfabetizadas. Este número corresponde a 4,9% da população, representando o percentual mais reduzido desde o início da série histórica, em 2016.

Para o ministro Barchini, este novo cenário sugere que o analfabetismo deixou de ser uma questão estrutural no Brasil, alinhado aos parâmetros definidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ele destacou que o país está progredindo em direção à erradicação completa do analfabetismo.

Políticas Públicas e Impacto nos Índices Educacionais

O ministro atribuiu a significativa melhora a políticas de recomposição de matrículas implementadas a partir de 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma área que enfrentava desafios desde 2019, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Ele celebrou o acréscimo de 40 mil novas matrículas no ano anterior, com resultados já visíveis na redução do analfabetismo.

Barchini detalhou que a queda do analfabetismo acompanha melhorias inéditas em três indicadores-chave do sistema educacional. Desde 2022, o abandono escolar registrou uma redução acumulada de 61%. A taxa de reprovação diminuiu 62% em todo o território nacional, impulsionada por maior frequência e engajamento dos alunos. Além disso, a distorção idade-série, que mede o número de estudantes fora da faixa etária adequada para sua série, teve uma queda de 28%.

O ministro enfatizou que essas conquistas, que incluem a diminuição do abandono, da reprovação e da distorção idade-série, não comprometeram a qualidade do ensino, reforçando o desempenho pedagógico.

Entre outras iniciativas federais implementadas desde 2023, o chefe da pasta mencionou a expansão do programa de escolas em tempo integral, a criação da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas para universalizar o acesso à internet nas instituições de ensino, e o aumento da complementação da União ao Fundeb em mais de R$ 40 bilhões. Ele destacou que o Ministério da Educação opera atualmente com o maior orçamento de sua história, um conjunto de fatores que contribuíram para os resultados alcançados.

O programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, foi apontado pelo ministro como o principal catalisador para a melhoria dos índices educacionais. Este programa de incentivo financeiro do governo federal, destinado a estudantes do ensino médio público, está diretamente atrelado à frequência escolar. Segundo Barchini, o programa motiva os jovens a frequentarem mais as aulas, reduzindo faltas e aumentando a atenção.

O anúncio em Fortaleza ocorreu durante um evento que contou com a presença de outras autoridades, incluindo o ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador do Ceará, Elmano de Freitas.

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