
A recente análise do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) revelou dados significativos sobre o Ceará, destacando um notável aumento na renda per capita e uma expressiva redução da população em situação de extrema pobreza. Segundo o levantamento, o estado impulsionou sua renda domiciliar per capita em 18% e conseguiu retirar mais de 100 mil pessoas da condição de pobreza extrema entre os anos de 2024 e 2025, apesar de ainda enfrentar desafios em alguns índices nacionais.
Plataforma IMDS e o Panorama Nacional
A iniciativa do IMDS consiste em uma plataforma digital abrangente, que compara as 27 unidades federativas brasileiras a partir de 228 indicadores. Esses dados estão organizados em 12 eixos temáticos essenciais, incluindo ambiente de negócios, assistência social, atividade econômica, distribuição de renda e pobreza, educação, situação fiscal, habitação, meio ambiente, mercado de trabalho, mobilidade social, saúde e segurança. O Ceará, nesse contexto, apresenta um desempenho variado, com avanços e recuos em diferentes setores.
Melhoria nos Indicadores Sociais e Econômicos
No quesito renda domiciliar per capita, que calcula a média dos rendimentos em relação ao número de moradores, o Ceará registrou um crescimento de 18%. Em 2024, a média estadual era de R$ 1.260, posicionando-o como o penúltimo do Brasil. Contudo, em 2025, esse valor subiu para R$ 1.380, alcançando a terceira pior posição nacional, superando apenas Acre (R$ 1.370) e Maranhão (R$ 1.230) e indicando uma melhoria, mesmo que ainda haja um longo caminho a percorrer.
A análise da distribuição de renda e pobreza aponta para uma evolução expressiva no estado. O número de cearenses vivendo em extrema pobreza diminuiu de 687.874 em 2024 para 584.934 em 2025. Essa queda representa uma redução de 7,4% para 6,3% da população total, o que significa que cerca de 103 mil indivíduos superaram essa condição. A pobreza geral também demonstrou recuo, saindo de 2,2 milhões (23,9% da população) em 2024 para aproximadamente 1,9 milhão (21,5%) no ano seguinte.
Dinamismo no Ambiente de Negócios e Mercado de Trabalho
O indicador de ambiente de negócios, que mensura a proporção de empresas abertas e fechadas por 100 mil habitantes, revelou um incremento tanto na criação quanto no encerramento de empreendimentos no Ceará. O estudo aponta que, em 2025, o total de negócios ativos no estado ultrapassou 1,5 milhão, um crescimento de cerca de 27% em comparação aos mais de 1,2 milhão registrados em 2024. Paralelamente, os encerramentos de negócios tiveram uma elevação de aproximadamente 12%, passando de 801 mil em 2024 para 894 mil em 2025.
No que tange ao mercado de trabalho, o levantamento do IMDS indicou uma leve diminuição no percentual de jovens ocupados (entre 18 e 29 anos) com rendimento de até um salário mínimo, que passou de 69,2% em 2024 para 66,8% em 2025. Em contrapartida, a parcela de pessoas ocupadas com renda domiciliar demonstrou estabilidade nos períodos analisados, mantendo-se em torno de 57% e 56%4, respectivamente.
Desempenho Fiscal Consistente
A capacidade de pagamento (CAPAG), um critério essencial que avalia a situação fiscal de entes subnacionais para a obtenção de novos empréstimos com garantia da União, mostra que o Ceará mantém uma avaliação positiva. Desde 2023, o estado possui nota A, com destaque para a classificação A+ nos anos de 2024, 2025 e 2026, indicando solidez em suas finanças públicas.
