
O chef italiano Fabio Mattiuzzo permanece sob custódia no Ceará enquanto aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua extradição. Ele foi preso em Fortaleza em decorrência de fraudes cometidas em seu país natal.
Prisão e Processo de Extradição
Após a autorização do STF, a extradição de Mattiuzzo será realizada por meio de extradição passiva, onde autoridades italianas virão ao Brasil para buscar o chef, conforme informações da Polícia Federal (PF). A prisão foi ordenada pelo ministro Flávio Dino no dia 9 de março.
Atuação do Chef em Fortaleza
Antes de ser detido, Mattiuzzo era conhecido por sua atuação em restaurantes de Fortaleza, onde se responsabilizava pela elaboração de pratos da culinária francesa e italiana. Em 2023, ele liderou a cozinha de um restaurante italiano na área nobre da cidade.
Histórico e Acusações na Itália
O chef estava na lista de procurados da Interpol desde junho de 2025, acumulando duas condenações na Itália que totalizam mais de cinco anos de prisão por falência fraudulenta agravada. Ele é acusado de desviar mais de 96 mil euros de duas empresas que dirigia, que faliram entre 2009 e 2011.
Consequências Legais
A Justiça italiana sustenta que Mattiuzzo ocultou e destruiu documentos contábeis relacionados às empresas. As alegações de falência fraudulenta não estão prescritas e podem ser equiparadas a crimes como apropriação indébita e fraude a credores no Brasil.
Prisão Preventiva e Encaminhamentos
A prisão preventiva, determinada para efetivar a extradição, ocorreu em 13 de março. A PF comunicou ao STF no dia 16 de março que havia cumprido o mandado de prisão e solicitou o início dos trâmites necessários para a extradição de Mattiuzzo.
