
O ex-governador Cid Gomes (PSB) consolidou sua posição no cenário político cearense ao garantir a reeleição para o Senado Federal. O pleito deste domingo, dia 4, conferiu-lhe 3.033.562 votos, equivalentes a 31,22% do total, assegurando mais um mandato de oito anos na Casa Alta. Tal feito o coloca como o primeiro senador do Ceará a ser reeleito em mais de cinco décadas, um marco que remonta ao ano de 1970.
Um Retorno ao Passado: Precedentes da Reeleição no Ceará
A última vez que um representante do Ceará havia conquistado a reeleição consecutiva para o Senado foi em 1970, quando Wilson Gonçalves, então filiado à Arena, obteve um novo mandato. Gonçalves havia sido eleito inicialmente em 1962, pelo antigo Partido Social Democrático (PSD). Muito antes, na República Velha, Pedro Borges foi o pioneiro a alcançar esse feito, exercendo o cargo por dois períodos distintos: de 1904 a 1912 e, em seguida, de 1912 a 1920.
Mandatos Não Consecutivos: Outras Figuras Destacadas
Embora a reeleição consecutiva seja rara, outros nomes importantes da política cearense também ocuparam uma cadeira no Senado por dois mandatos, porém de forma não sequencial. Entre eles, destaca-se Tasso Jereissati (PSDB), que foi eleito em 2002 e retornou ao posto em 2014. Mauro Benevides (MDB) teve passagens pela Casa em 1974 e 1986. O ex-governador Virgílio Távora, por sua vez, foi eleito em 1970, durante o período da ditadura militar, e novamente em 1982.
Ainda na República Velha, Nogueira Acióli foi eleito para o Senado em duas ocasiões (1894-1896 e 1903-1904), contudo, não completou os mandatos em ambas as vezes, pois optou por renunciar para assumir a governadoria do Ceará.
A Composição Atual da Bancada Cearense no Senado
O pleito atual marca um período de significativa renovação no Senado Federal, com 54 das 81 cadeiras sendo disputadas em todo o país para os próximos oito anos. Para o Ceará, a reeleição de Cid Gomes reconfigura a bancada estadual. Ele se junta a Luzianne Lins (Rede), que também foi eleita pela mesma coligação, e a Camilo Santana (PT), que já ocupa uma das vagas, tendo sido eleito em 2022, completando assim a representação do estado na Câmara Alta do Congresso Nacional.
