
O senador Cid Gomes (PSB) buscará a reeleição ao Senado Federal, representando o Ceará. A informação foi oficialmente divulgada pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), nesta terça-feira, por meio de uma publicação em suas redes sociais feita em colaboração com o próprio senador.
Elmano de Freitas detalhou que a decisão foi consolidada em Brasília, durante um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Com o presidente Lula hoje, em Brasília, reforçamos a força dessa união pelo Ceará e pelo Brasil. A pedido do presidente, ficou definido que o senador Cid Gomes concorrerá à reeleição”, afirmou o governador. Na mesma comunicação, o deputado federal Júnior Mano (PSB) foi anunciado como primeiro suplente na chapa.
A reunião na capital federal contou com a presença de diversas figuras políticas, incluindo Cid Gomes, o governador Elmano, o presidente Lula e Júnior Mano. Com a confirmação, Cid Gomes se estabelece como pré-candidato a uma das duas vagas em disputa no estado. As convenções partidárias para a formalização das candidaturas estão programadas para começar a partir de 20 de julho.
O governador do Ceará complementou sua manifestação ressaltando a visão de futuro para o estado. “Esse é o projeto que tem feito nosso Ceará avançar e que ainda trará muitas oportunidades para todos os cearenses. Unidos com Lula e Elmano por um Ceará e um Brasil cada vez mais fortes”, declarou.
Histórico Político e Investigações Anteriores
Júnior Mano, indicado como primeiro suplente na chapa, obteve a segunda maior votação para deputado federal no Ceará nas eleições de 2022. Sua trajetória política não é isenta de polêmicas, incluindo um episódio de expulsão do Partido Liberal (PL).
Em um momento anterior, o senador Cid Gomes manifestou-se em defesa do deputado federal Júnior Mano. Essa defesa ocorreu em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal, que apuravam supostos desvios de verbas públicas por meio de emendas parlamentares e fraudes em processos licitatórios envolvendo prefeituras cearenses.
Na ocasião, Cid Gomes argumentou a ausência de provas concretas que ligassem Júnior Mano a atividades criminosas. “Não tem um papel. Por favor, procurem ver o processo. Não tem um papel que possa vincular o nome do deputado Júnior Mano a um esquema de ganhos financeiros com distribuição de emendas parlamentares”, pontuou o senador.
A Operação Underhand, deflagrada pela Polícia Federal em 8 de julho de 2025, concentrou-se na investigação de um complexo esquema de fraudes em licitações e contratos públicos. A suspeita principal era de que os recursos desviados estariam sendo utilizados para financiar campanhas eleitorais.
A ação da Polícia Federal teve como alvo o deputado federal cearense, resultando no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas em endereços vinculados ao parlamentar, tanto em cidades do Ceará, como sua terra natal Nova Russas, quanto em Brasília.
As investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa que teria desviado fundos públicos por meio de contratos fraudulentos. A operação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e teve os mandados autorizados pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de bens e o acesso a dados de celulares apreendidos.
