
Ciro Gomes, ex-candidato ao governo do Ceará, compareceu para depor na tarde da última segunda-feira, dia 31, às 15h, na sede da 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza. Sua participação ocorreu na condição de testemunha em um Procedimento Investigatório Criminal Eleitoral (PIC-E) de natureza sigilosa. Este inquérito foi instaurado com o objetivo de investigar a alegada interferência de grupos criminosos no pleito de Sobral, município cearense.
O promotor eleitoral Igor Pinheiro requisitou o depoimento após Ciro Gomes divulgar, em 12 de agosto, por meio de sua conta no Instagram, um segmento de uma entrevista supostamente registrada em 2024. No material audiovisual, o ex-ministro detalha ter recebido informações de que organizações criminosas exigiam uma “taxa” de candidatos a vereador para permitir a realização de campanhas em algumas regiões de Sobral. Em razão dessas declarações, o Ministério Público Eleitoral (MPE) convocou o político para que ele apresente quaisquer evidências em seu poder relativas à situação.
A investigação em curso busca esclarecer possíveis crimes como coação de eleitores, extorsão com motivação eleitoral, obstrução de propaganda política e formação de organização criminosa. Além disso, o processo se conecta aos desenvolvimentos da Operação Omertá, ação deflagrada pela Polícia Federal que, em período recente, levou à detenção de três membros do legislativo municipal de Sobral. O MPE, além de focar nos acontecimentos do pleito de 2024, também visa monitorar a atuação da facção para prevenir a repetição de tais condutas ilícitas no próximo ciclo eleitoral, em 2026.
