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Comércio na Zona Norte do Rio Sofre Ondas de Furtos em Lojas de Cabelos e Perucas; Prejuízo Ultrapassa R$ 100 Mil

G1

Dois estabelecimentos comerciais especializados na venda de perucas e cabelos humanos foram alvo de invasões e furtos nas últimas semanas, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 100 mil. Os incidentes ocorreram em bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro, deixando os comerciantes com sérias dificuldades para a retomada de suas atividades.

Um dos ataques criminosos foi registrado no dia 1º de agosto, na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca. A proprietária Obelebra Jennifer Monye, que gerencia o negócio com seu marido, relatou que praticamente todo o estoque de fios naturais foi subtraído.

A comerciante detalhou que os criminosos não deixaram nenhum item, levando desde cabelos naturais até perucas e laces. Jennifer e seu esposo, de origem nigeriana e residentes no Brasil há mais de uma década, calcularam uma perda em torno de R$ 30 mil. Eles destacam a dificuldade de repor o estoque devido ao alto custo e à aquisição gradual dos produtos em quilos. Após o furto, as prateleiras foram preenchidas com cabelos sintéticos, de menor valor, que não foram levados.

Casos Similares e Impacto na Madureira

Em um episódio semelhante, no dia 15 de julho, outra loja de perucas foi invadida na Estrada do Portela, em Madureira, também localizada na Zona Norte carioca. Imagens capturadas por câmeras de segurança mostraram dois indivíduos arrombando a porta e a fechadura do local com ferramentas, antes de entrar e subtrair perucas que estavam expostas nas paredes, acondicionando-as em sacolas antes de fugir.

Anderson Santos, proprietário da loja em Madureira, informou que aproximadamente 15 quilos de cabelo humano foram levados, resultando em um prejuízo estimado em R$ 70 mil. Anderson desabafou que o estabelecimento representava sua única fonte de renda e permanece fechado desde a invasão, impedindo-o de atender a demanda dos clientes devido à ausência de mercadoria.

Investigação Policial

A Polícia Civil está encarregada da investigação de ambos os casos, explorando a hipótese de que os crimes possam ter sido perpetrados pela mesma organização criminosa. Até o momento, a identidade dos envolvidos não foi determinada.

Os empresários expressam a esperança de que as autoridades consigam identificar e prender os responsáveis. Anderson Santos manifestou preocupação com a possibilidade de outros estabelecimentos comerciais serem alvo, caso os criminosos não sejam detidos, ressaltando a vulnerabilidade dos pequenos comerciantes.

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