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Confederação Brasileira de Futebol e Clubes Definem Novas Regras para Competições Nacionais

© Lucas Figueiredo/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os representantes dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino aprovaram, em reunião recente, um conjunto de novas diretrizes para a arbitragem em todas as competições organizadas pela entidade no país. A implementação das medidas é imediata, conforme anunciado pela CBF após o encontro, realizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

O objetivo central das modificações é otimizar o tempo efetivo de bola rolando durante as partidas, visando uma redução significativa nas paralisações. As novas normas são baseadas em determinações da International Football Association Board (IFAB), responsável por formular e revisar as Leis do Jogo, e várias delas já foram testadas na última edição da Copa do Mundo.

As competições que serão impactadas pelas alterações incluem as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino, a Série A1 do Campeonato Brasileiro feminino – que conta com transmissão da TV Brasil – e a Copa do Brasil. A Federação Internacional de Futebol (FIFA) estabelece a meta de, no mínimo, 60 minutos de bola em jogo por partida. No entanto, o Brasileirão masculino Série A registrava uma média de 52 minutos e 54 segundos antes da interrupção para a Copa, um índice inferior ao de ligas europeias como a francesa e a alemã, que alcançam cerca de 56 minutos e 17 segundos.

Estudos conduzidos pela empresa de dados Opta, e compilados no relatório ‘Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro’ da CBF, projetam um acréscimo de 5 minutos e 49 segundos no tempo de jogo com a adoção das novas regras, podendo chegar a até 6 minutos e 22 segundos adicionais. Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, enfatizou a importância da colaboração: ‘Nosso compromisso é transformar o diagnóstico em ações tangíveis. Isso envolve a aplicação rigorosa das novas regras, a uniformização dos critérios e a capacitação contínua dos árbitros, mas também requer o engajamento de clubes e atletas. A meta é ter um jogo mais dinâmico, com menos interrupções e mais futebol efetivo.’

Detalhamento das Novas Regras Implementadas

Dentre as dez modificações aprovadas, nove entram em vigor imediatamente. Apenas a checagem de escanteios concedidos erroneamente pelo árbitro de vídeo (VAR) será válida a partir de 2027. As regras abrangem diversos aspectos do jogo, desde a gestão do tempo até a conduta em campo e o uso da tecnologia.

Regulamentação do Tempo de Jogo e Paralisações

Para agilizar o fluxo da partida, foram estabelecidos limites temporais rigorosos para algumas ações. Goleiros terão um máximo de 8 segundos com a bola nas mãos; a superação desse tempo resultará em escanteio para o time adversário. Para arremessos laterais e cobranças de tiro de meta, os atletas terão 5 segundos; o atraso implicará na posse da bola para o time rival ou em escanteio, respectivamente, com a contagem iniciada pelo apito do árbitro. Em substituições, o jogador substituído deverá deixar o campo em até 10 segundos. Caso exceda esse limite, o atleta que entraria em campo terá que aguardar um minuto adicional antes de ser liberado. Jogadores que necessitarem de atendimento médico no gramado deverão permanecer fora de jogo por pelo menos um minuto após o reinício da partida. No caso de goleiros que precisem de atendimento, o treinador ou capitão indicará um jogador de linha para cumprir essa penalidade temporária.

Conduta e Comunicação em Campo

No que tange à interação com a arbitragem, somente o capitão da equipe terá permissão para se comunicar diretamente com o árbitro. Se o goleiro for o capitão, um jogador de linha será designado como porta-voz. O desrespeito a essa norma acarretará em cartão amarelo. Adicionalmente, foi implementado o ‘Protocolo Vini Jr’, que considera passível de expulsão o ato de tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversários para evitar a leitura labial, independentemente do conteúdo da conversa.

Uso do VAR em Decisões Disciplinares

O árbitro de vídeo agora poderá revisar a atribuição de um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. Dessa forma, a decisão poderá ser anulada se houver a constatação de um erro claro na aplicação da punição. A checagem de VAR para escanteios concedidos equivocadamente, passível de revisão apenas quando o lance gerar diretamente um gol ou pênalti, começará a valer somente a partir de 2027.

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