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Congresso Nacional aprova LDO com superávit Estimado para 2026

© Lula Marques/Agência Brasil

O Congresso Nacional deu um passo crucial para o planejamento financeiro do país ao aprovar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026. Esta legislação é fundamental, pois estabelece as bases e diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano em questão. A aprovação da LDO sinaliza um avanço importante na organização das contas públicas e na definição das prioridades governamentais para os próximos anos. Após a votação, o texto segue agora para a sanção presidencial, marcando uma etapa decisiva no processo legislativo. A expectativa é que, em breve, o Congresso se dedique à votação da LOA para o próximo ano, consolidando assim o planejamento orçamentário do país.

LDO 2026: Superávit, Salário Mínimo e Limites de Despesas

Previsão de Superávit e Metas Fiscais

A LDO aprovada projeta um superávit de R$ 34,3 bilhões para 2026, o que corresponde a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Um dos pontos cruciais do texto é a permissão para que o governo considere o limite inferior da meta fiscal ao realizar limitações de gastos. Essa medida visa dar maior flexibilidade ao governo na gestão das despesas públicas, permitindo ajustes conforme a necessidade e a conjuntura econômica.

Salário Mínimo e Teto de Gastos

A LDO também estabelece parâmetros importantes para o salário mínimo e o limite de despesas. O texto considera o valor de R$ 1.627,00 como referência para o salário mínimo em janeiro. No entanto, o valor final será determinado após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, que refletirá a inflação acumulada no período. Além disso, o limite de despesas foi calculado em R$ 2,43 trilhões, representando um crescimento acima da inflação de 2,5%, em conformidade com as regras estabelecidas pelo novo arcabouço fiscal.

Revisão de Benefícios Fiscais

O relator da proposta, deputado Gervásio Maia, enfatizou a necessidade de o Congresso Nacional se debruçar sobre a revisão dos benefícios fiscais concedidos a alguns setores da economia. Segundo o relator, o país deixa de arrecadar cerca de R$ 700 bilhões por ano devido a esses benefícios. A revisão permitiria liberar recursos para investimentos em áreas que necessitam de maior suporte, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do país. Maia defendeu que empresas e indústrias que já possuem condições de se sustentar não necessitam mais dos recursos públicos, que poderiam ser direcionados para setores mais carentes.

Fundos Partidário e Eleitoral, Emendas e Municípios

Recursos para Partidos Políticos

Os parlamentares decidiram incluir os recursos dos fundos partidário e eleitoral entre as despesas que não podem ser contingenciadas, ou seja, aquelas que o governo não pode cortar gastos. Em setembro, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) fixou os recursos do fundo eleitoral em R$ 4,9 bilhões para as eleições de 2026 e o fundo partidário em R$ 1 bilhão. Adicionalmente, foi aprovado um reajuste de 2,5% no montante total destinado aos partidos.

Pagamento de Emendas e Obras Inacabadas

O texto aprovado estabelece um prazo máximo até o final do primeiro semestre para o pagamento de 65% do valor das emendas individuais e de bancadas estaduais, bem como das transferências destinadas a fundos de saúde e assistência social. Outro ponto relevante é a retirada da obrigatoriedade de aplicação das emendas em obras inacabadas, dando maior flexibilidade aos parlamentares na destinação dos recursos.

Benefícios para Municípios

A LDO traz benefícios para os municípios, especialmente aqueles com menos de 65 mil habitantes, que são dispensados de comprovar adimplência com o governo para celebrar convênios ou receber recursos. Além disso, autoriza a transferência de recursos para entidades sem fins lucrativos da área da saúde para a realização de obras físicas, conforme regulamentação do Ministério da Saúde. O texto também permite a destinação de recursos da União para a construção e manutenção de rodovias estaduais e municipais ligadas à integração de modais ou ao escoamento da produção.

Conclusão

A aprovação da LDO para 2026 representa um passo importante para a organização das finanças públicas e o planejamento do governo. As diretrizes estabelecidas, como a previsão de superávit, os parâmetros para o salário mínimo e o limite de despesas, são cruciais para a condução da política econômica nos próximos anos. A LDO também traz benefícios para os municípios e estabelece regras para a aplicação de emendas parlamentares, buscando otimizar o uso dos recursos públicos. A expectativa é que, com a sanção presidencial e a posterior aprovação da LOA, o país possa avançar no desenvolvimento econômico e social.

FAQ

1. O que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)?

A LDO é uma lei que estabelece as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA). Ela define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte, servindo como um guia para a alocação dos recursos públicos.

2. Qual a importância da LDO para a economia do país?

A LDO é fundamental para o planejamento financeiro do país, pois define as bases para a elaboração do orçamento anual. Ela estabelece as metas fiscais, os limites de gastos e as prioridades de investimento, contribuindo para a estabilidade econômica e o desenvolvimento social.

3. Quais os principais pontos da LDO aprovada para 2026?

A LDO aprovada para 2026 projeta um superávit de R$ 34,3 bilhões, estabelece o valor de R$ 1.627,00 como referência para o salário mínimo em janeiro, define o limite de despesas em R$ 2,43 trilhões e traz benefícios para os municípios, como a dispensa de comprovação de adimplência para cidades com menos de 65 mil habitantes.

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