
Dona Edna, 58, estava desaparecida há mais de um mês; durante buscas, polícia localiza também uma segunda ossada na região
O corpo de uma mulher que estava desaparecida desde 19 de outubro foi encontrado na manhã desta sexta-feira (28) dentro de um canavial na rua Alves Pizerra, no bairro Siqueira, em Fortaleza. A vítima, identificada como Edna de Souza, 58 anos, estava em estado de esqueletização. Durante os trabalhos no local, policiais também localizaram uma segunda ossada humana em um terreno próximo.
De acordo com a Polícia Civil, dona Edna estava em casa quando criminosos invadiram o imóvel e a sequestraram. As investigações revelam que ela foi torturada e executada “de forma cruel, sem a mínima possibilidade de se defender”, conforme apurado pela 12ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A polícia identificou que a vítima fazia uso de medicação controlada e apresentava transtornos psicológicos, o que a levava a episódios de comportamento agressivo. Ela teria discutido diversas vezes com membros de uma facção criminosa que atua na região. Segundo a investigação, esses conflitos motivaram o ataque. “Por pura covardia, dominados pelo ódio, eles invadiram a casa da vítima, arrebataram e em seguida executaram.”
Moradores ficam abalados ao saber da morte da vítima
A notícia abalou profundamente moradores da área, que acompanhavam o caso e tinham esperança de encontrar dona Edna com vida. Uma amiga da vítima lamentou a perda.
“Ela é uma grande amiga minha. Ela veio pra minha casa. Não dá nem pra acreditar. Criei que fosse um pesadelo. Queria que acordasse e ela estivesse de volta. Era uma pessoa maravilhosa, de coração enorme. Foi uma pena muito grande… estou muito mal.”
Moradores relataram medo de aparecer na reportagem devido à atuação violenta dos criminosos na região. Segundo eles, a comunidade vive sob forte intimidação.
Polícia encontra outra ossada durante buscas na região
Enquanto realizava os procedimentos no canavial, a polícia localizou uma segunda ossada humana em outro terreno próximo. A identidade da nova vítima ainda não foi confirmada. A Polícia Civil segue investigando o caso e busca esclarecer a relação entre as estruturas encontradas e possíveis desaparecimentos na região.
O caso reacendeu o sentimento de insegurança entre moradores, que classificaram a atuação criminosa no bairro como “cruel e macabra”. A polícia permanece na área e deve aprofundar as investigações sobre homicídios e desaparecimentos no Siqueira.