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Cotação do Ouro Encerra Semana com Alta Expressiva Frente a Payroll Fraco e Incertezas Globais

Imagem ilustrativa de barras de ouro  • Divulgação/Banco do Brasil

O contrato mais negociado de ouro concluiu a sessão da última sexta-feira (7) com uma notável valorização, marcando a semana de maior ascensão para o metal precioso desde o início do ano. Esta alta foi impulsionada por uma combinação de fatores econômicos e geopolíticos, reaquecendo o interesse por ativos considerados refúgios.

A análise do cenário atual aponta para a divulgação de um relatório de emprego (payroll) nos Estados Unidos que sinalizou um enfraquecimento do mercado de trabalho americano. Este dado reforçou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) deverá manter sua política de taxas de juros estáveis na próxima deliberação, tornando ativos que não geram juros, como o ouro, mais atraentes para investidores em busca de segurança.

Detalhes do Desempenho no Mercado e Visão Analítica

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em dezembro registrou um aumento de 2,33%, alcançando o patamar de US$ 4.399,7 por onça-troy. Ao longo da semana, o metal acumulou uma valorização aproximada de 8,6%. A prata também seguiu a tendência de alta, com o contrato para setembro subindo 3,07%, cotado a US$ 63,499 por onça-troy.

A Capital Economics, consultoria especializada, indica que a possibilidade de Washington pressionar autoridades estrangeiras para que evitem a venda de ativos denominados em dólares pode ter ampliado a busca por alternativas de investimento. A intervenção no iene, observada na semana anterior, seria um exemplo dessa dinâmica global.

A firma de análise econômica tem sustentado que a demanda por ouro proveniente dos bancos centrais é um motor significativo e constante para o suporte dos preços do metal, mantendo-os acima de sua tendência de longo prazo. Essa movimentação, argumentam os analistas, não decorre necessariamente de uma estratégia de desdolarização, mas sim da natureza do ouro como um ativo valioso em ambientes de elevados riscos fiscais, inflacionários e geopolíticos.

Embora as aquisições de ouro por bancos centrais tenham apresentado uma desaceleração neste ano, reflexo provável da forte alta dos preços impulsionada por especulações, a capacidade dessas instituições de efetuar operações cambiais sem despertar receios do governo americano sobre o impacto nos mercados de títulos pode revitalizar a procura pelo metal, conferindo sustentação aos seus preços no médio e longo prazo.

Movimentações Estratégicas do Banco Central Chinês

Conforme noticiado pela Bloomberg, o Banco do Povo da China (PBoC) tem intensificado o acúmulo de ouro em Hong Kong. Esta iniciativa acelera uma tendência de longa data na qual o PBoC tem realocado parte de suas reservas do metal precioso, retirando-as de Londres e transferindo-as de volta para seu território.

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