
Cuba anunciou a intenção de permitir que seus cidadãos residentes no exterior, incluindo os que vivem nos Estados Unidos, possam investir e ter empresas no país. A informação foi divulgada pelo vice-primeiro-ministro Oscar Perez-Oliva Fraga em entrevista à NBC News, refletindo uma mudança significativa nas políticas do governo cubano.
Mudança na Política de Investimentos
Durante a entrevista, Fraga, que também lidera o Ministério do Comércio Exterior, afirmou que Cuba está disposta a estabelecer um relacionamento comercial mais dinâmico com empresas dos EUA e com os cubanos que vivem fora da ilha, bem como seus descendentes. Essa nova abordagem surge em um contexto de crescente diálogo com a administração do presidente Donald Trump.
Desde 2021, cubanos que residem na ilha já têm autorização para abrir e operar negócios privados, mas cidadãos no exterior foram historicamente excluídos dessa possibilidade.
Desafios Econômicos e Oportunidades
Desde 2021, mais de 1 milhão de cubanos deixaram seu país, marcando o maior êxodo desde a revolução de 1959. Esse movimento populacional representa uma fonte de investimento potencial que, até o momento, não foi plenamente explorada. Cuba enfrenta uma crise econômica severa, exacerbada por um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA e sanções que resultaram em apagões e escassez de produtos básicos como alimentos e medicamentos.
O governo de Donald Trump restringiu as remessas de petróleo da Venezuela para Cuba e ameaçou impor tarifas sobre nações que comercializem petróleo com a ilha. Nos últimos dias, Trump fez várias declarações indicando que Cuba está em uma posição vulnerável, o que poderia abrir caminho para uma negociação com os Estados Unidos.
Fraga também ressaltou que o bloqueio dos EUA dificulta os esforços de Cuba em atrair investimentos estrangeiros. Espera-se que o governo cubano formalize as novas diretrizes de investimento ainda nesta segunda-feira.
