
Na manhã desta terça-feira, 17, a Polícia Federal iniciou a Operação Indébito, que mira a deputada federal cearense Gorete Pereira, do MDB. A investigação aponta que ela desempenha um papel chave como ‘articuladora política’ em um esquema que desvia recursos de benefícios do INSS, utilizando descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Desdobramentos da Operação Indébito
Além de Gorete Pereira, a operação resultou na prisão do empresário Natjo de Lima Pinheiro e da advogada Cecília Rodrigues Mota, ambos considerados pela PF como figuras centrais da organização criminosa. A corporação solicitou a prisão de Gorete, mas a medida foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que decidiu apenas pelo monitoramento via tornozeleira eletrônica. A deputada também enfrentou um mandado de busca e apreensão.
Estrutura do esquema criminoso
Segundo a Polícia Federal, Gorete Pereira teria uma influência significativa para facilitar acordos com o INSS, mantendo contato direto com autoridades administrativas. Natjo de Lima Pinheiro é visto como o líder do esquema, atuando como o administrador financeiro que define estratégias e organiza o pagamento de propinas. Por sua vez, Cecília Rodrigues Mota é identificada como a coordenadora central das atividades ilícitas, responsável por conferir uma aparência de legalidade às fraudes e por intermediar as relações com agentes públicos.
