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Deputado do Paraná se envolve em briga e denuncia racismo

© Rodrigo Fonseca/CMC

Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta quarta-feira mostra o deputado estadual do Paraná, Renato Freitas, do PT, envolvido em uma briga de rua com um homem não identificado, no centro de Curitiba. As imagens mostram os dois trocando socos e chutes em plena via pública.

Em um vídeo divulgado ainda na noite de quarta, o deputado afirmou que reagiu após ter sido vítima de racismo. “O motivo foi o mesmo que me fez brigar na rua desde que eu era criança: racismo, humilhação, injúria, violência e agressão”, declarou Freitas.

Nas imagens da briga, o deputado e o outro homem trocam golpes. Em determinado momento, Freitas desfere dois chutes e, logo em seguida, recebe um soco no rosto que resulta na quebra de seu nariz. Outro vídeo registra a continuidade da luta, com ambos atravessando a rua e continuando a troca de socos até serem separados por populares. As circunstâncias exatas que levaram ao início da confusão não estão claras.

De acordo com o deputado, a agressão começou após o homem jogar o carro em sua direção enquanto ele atravessava a rua com uma amiga, também negra. Freitas relatou que, apesar de não ter reagido inicialmente, o homem teria abaixado o vidro do carro e o xingado, saindo em seguida do veículo para iniciar a briga.

O deputado afirma ainda que o homem já o seguia filmando, junto com seu assessor, antes da agressão física. “Ele estava filmando e eu não imaginava que ele iria partir para a agressão. E eu também não comecei, mas ele estava filmando e era justamente o que ele queria”, disse Freitas.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestou repúdio à agressão sofrida pelo deputado, destacando-o como uma liderança na luta antirracista, por igualdade, democracia e direitos, e denunciou que Freitas tem sido alvo frequente de racismo e violência política.

A trajetória política de Freitas tem sido marcada por controvérsias. Em 2020, ele foi condenado à prisão em regime aberto por um protesto na capital paranaense. Em 2022, teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal sob a acusação de invasão de uma igreja, alegação que ele nega. A cassação foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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