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Desafios da Formação Médica no Ceará: Além do Jaleco, a Necessidade de Qualidade

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A discussão sobre a formação de médicos no Ceará foi intensificada após a divulgação de resultados alarmantes do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O professor Bruno Cavalcante, da Clínica Médica, enfatiza que ser médico vai além do simples uso do jaleco, refletindo uma preocupação com a qualidade do ensino na área da saúde.

Proposta de Avaliação de Competências

O Ministério da Educação (MEC) anunciou um projeto que visa implementar um teste de competência para médicos, denominado Exame Nacional de Proficiência em Medicina (PL2.294/2024), de autoria do senador Marcos Pontes. A proposta, atualmente sob a relatoria do senador Dr. Hiran, aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e é comparada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para advogados.

Elias Geovanni Boutala Salomão, um respeitado gastroenterologista e ex-secretário da Saúde do Ceará, defende a nova avaliação como uma ferramenta importante para diferenciar alunos competentes de aqueles com desempenho insatisfatório. Ele expressa preocupação com os resultados do Enamed, que revelaram que cerca de um terço dos cursos de medicina apresentou notas baixas.

Destaques e Desafios na Educação Médica

Apesar das dificuldades, o médico destaca o sucesso do curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), que obteve nota 5, e o desempenho positivo da unidade em Sobral, que alcançou nota 4. Ele menciona a importância da implementação de cursos em novas localidades, como Barbalha, para expandir a educação médica de qualidade na região.

Dr. Arruda Bastos, com mais de quatro décadas de experiência, também elogia a performance do Centro Universitário Christus (Unichristus), que foi classificado com nota máxima no Enamed. Ele ressalta que a capacitação contínua dos professores é fundamental para a excelência do ensino.

Reações das Instituições de Ensino

A Universidade Estadual do Ceará (UECE) obteve a nota máxima, enquanto a Faculdade Estácio de Canindé, uma instituição privada, foi a mais mal avaliada no estado, com nota 2. A instituição se manifestou reconhecendo a relevância do Enamed, mas apontou a necessidade de melhorias na avaliação para refletir de forma mais precisa a qualidade do ensino.

Em sua defesa, a Estácio de Canindé destacou sua avaliação positiva pelo MEC, enfatizando o papel vital da unidade para a saúde local e o desenvolvimento regional. A faculdade argumenta que uma avaliação mais abrangente deve incluir múltiplos fatores para melhor refletir a qualidade educacional.

Futuro da Medicina no Ceará

Ricardo Pessoa, presidente da Associação Médica Cearense, alertou que o atendimento ao paciente deve ser o foco principal, e que os resultados do Enamed indicam a necessidade urgente de melhorias na formação médica. Ele enfatiza a importância da fiscalização das faculdades e expressa preocupação com a formação inadequada de médicos em um cenário onde a maioria dos cursos ficou de fora da avaliação.

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