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Discussão sobre bloqueio naval ao Irã marca reunião de Trump com líderes do setor energético

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa no Salão Cruzado da Casa Branca  • Getty Images

Na última terça-feira, o presidente Donald Trump e assessores de alto escalão se reuniram com executivos da indústria de energia na Casa Branca. Durante o encontro, os participantes analisaram estratégias para potencialmente prolongar o bloqueio ao Irã, caso necessário, ao mesmo tempo em que discutiram maneiras de mitigar o impacto sobre os consumidores nos Estados Unidos, conforme relataram fontes da Casa Branca à CNN.

Temas abordados na reunião

A reunião se inseriu em um contexto mais amplo que incluía a pressão persistente sobre os preços do petróleo, especialmente em decorrência do conflito com o Irã e questões relacionadas às exportações de petróleo venezuelano. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, liderou o encontro, que contou com a presença do vice-presidente JD Vance, da chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e do enviado especial Steve Witkoff, além de Jared Kushner, genro do presidente.

Entre os executivos presentes, destacaram-se Mike Wirth, CEO da Chevron, e representantes das empresas Trafigura, Vitol e Mercuria. De acordo com as fontes, o presidente frequentemente se reúne com líderes do setor energético para obter insights sobre o mercado de energia, tanto nacional quanto internacional.

Discussões sobre a Lei Jones e produção de energia

Os tópicos discutidos pelos executivos incluíram a produção de energia nos Estados Unidos, a situação na Venezuela, contratos futuros de petróleo e gás natural, além de questões de transporte marítimo. Os participantes da reunião expressaram apoio ao bloqueio ao Irã e solicitaram mais isenções da Lei Jones, que exige que mercadorias entre portos dos EUA sejam transportadas em embarcações construídas e registradas no país.

Recentemente, Trump concedeu uma extensão de 90 dias para isenções da Lei Jones, facilitando o transporte de petróleo, gás e outras commodities no território americano. O site Axios foi o primeiro a divulgar informações sobre essa reunião.

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