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Dólar avança para R$ 5,22 em meio a instabilidades globais

© Valter Campanato/Agência Brasil

Em um dia marcado por instabilidades nos mercados internacionais e ajustes pré-carnaval, a moeda americana ultrapassou novamente a marca de R$ 5,20. A bolsa de valores brasileira registrou sua segunda queda consecutiva, resultado de uma onda de vendas de ações por parte dos investidores, que buscam garantir os lucros obtidos recentemente.

Cotações do Dólar e do Ibovespa

O fechamento da última sexta-feira (13) registrou o dólar comercial a R$ 5,229, representando um aumento de R$ 0,029, ou 0,57%. Durante a maior parte do pregão, a cotação chegou a alcançar R$ 5,25 ao meio-dia, mas apresentou uma desaceleração ao longo da tarde, acompanhando a diminuição das tensões no mercado dos Estados Unidos.

Apesar da alta nos últimos dois dias, o dólar teve um incremento modesto de apenas 0,18% na semana, acumulando uma queda de 4,72% em 2026. No mercado acionário, o índice Ibovespa da B3 fechou em 186.464 pontos, mostrando uma redução de 0,69%. Após registrar uma baixa de 1,99% por volta das 12h20, o índice se recuperou parcialmente na parte da tarde, impulsionado pela valorização do petróleo, que favoreceu as ações das petroleiras, além de um leve otimismo nas bolsas americanas.

Influências do Mercado Internacional

A divulgação de uma inflação ao consumidor nos Estados Unidos de 0,2% em fevereiro não foi suficiente para animar os investidores. A criação de empregos no país, que superou as expectativas, diminui as chances de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve nos próximos meses. Além disso, a preocupação com uma possível bolha no setor de inteligência artificial continua a pesar sobre o mercado financeiro, resultando em uma queda de 0,22% no índice Nasdaq, enquanto outros índices das bolsas americanas apresentaram leves altas.

No cenário interno, a realização de lucros dominou o ambiente de negócios. Investidores aproveitaram a recente queda do dólar para adquirir a moeda a preços mais baixos e, diante da sequência de recordes na bolsa, optaram por vender ações para garantir seus ganhos.

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