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Domingos Brazão, ex-conselheiro do TCE-RJ, recebe salário de quase R$ 56 mil mesmo preso

Domingos Brazão recebe salário de quase R$ 56 mil do TCE-RJ  • Alerj/Divulgação

O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, continua a receber um salário próximo de R$ 56 mil, apesar de estar detido desde 2024. Ele foi condenado, juntamente com seu irmão Chiquinho Brazão, pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A remuneração de Domingos é composta por um salário base de R$ 50.214,58, além de R$ 5.697,42 em benefícios relacionados a educação e saúde, totalizando R$ 55.912. Esses dados foram divulgados em fevereiro deste ano e estão disponíveis no Portal da Transparência do TCE-RJ.

A CNN Brasil entrou em contato com o TCE-RJ para obter comentários sobre o salário de Brazão, mas até o fechamento desta matéria, não havia recebido resposta. Atualizações serão feitas assim que uma posição oficial for divulgada.

Domingos Brazão está detido no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, após sua prisão preventiva em março de 2024, em decorrência da investigação das mortes de Marielle e Anderson. Recentemente, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os irmãos a uma pena total de 76 anos e 3 meses de prisão.

Brazão foi considerado um dos mandantes do assassinato de Marielle. Conforme a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria agido por motivos econômicos relacionados à regularização fundiária em áreas do Rio de Janeiro controladas por milícias. Seu irmão, Chiquinho, que era vereador na época, atuou em conjunto com Domingos na decisão de eliminar a vereadora.

A PGR apontou que Marielle teve desavenças políticas com os irmãos a respeito de projetos de regularização urbana e uso do solo. A acusação destaca que eles faziam parte de uma organização criminosa atuante na Zona Oeste do Rio, envolvida em milícias, grilagem de terras e manipulação eleitoral.

No julgamento no STF, ambos foram condenados por duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada. Com a condenação, os irmãos se tornam inelegíveis assim que a decisão transitar em julgado, resultando na suspensão de seus direitos políticos, incluindo o direito ao voto.

Domingos perdeu seu cargo no TCE-RJ, enquanto Chiquinho já havia perdido seu mandato como deputado federal em abril do ano anterior. Os dois permanecem presos até que o julgamento se torne definitivo. Domingos está encarcerado em Porto Velho, enquanto Chiquinho cumpre prisão domiciliar no Rio, devido a questões de saúde.

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