PUBLICIDADE

Eleições 2026 no Ceará: Candidatos Ligados à Segurança Pública Não Conquistam Vagas Legislativas

Rogeslane Nunes

O pleito de 2026 no Ceará resultou em um cenário desfavorável para os candidatos ao Poder Legislativo com histórico profissional nas forças de segurança. Apesar do apoio de figuras conhecidas no meio, como o Capitão Wagner, nenhum desses postulantes conseguiu garantir uma cadeira, seja na Câmara dos Deputados em Brasília ou na Assembleia Legislativa do Estado.

O próprio Capitão Wagner, um policial militar da reserva, enfrentou uma disputa acirrada pelo Senado Federal. Integrante da chapa encabeçada pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), ele não obteve êxito na corrida pela Câmara Alta. A disputa foi vencida pela ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (Rede), e pelo ex-governador e senador reeleito Cid Gomes (PSB).

Outras Lideranças do Setor Não Obtêm Êxito

Entre os nomes que tentaram vaga de deputado, o vereador de Fortaleza, Soldado Noélio (União Brasil), que iniciou sua carreira na Polícia Militar do Ceará em 2009 e já havia sido eleito vereador (2016) e deputado estadual (2018), obteve 28.469 votos neste ciclo eleitoral, mas não foi eleito, figurando como suplente.

Moroni Torgan (PL), ex-delegado e ex-secretário de Segurança Pública do Ceará, buscou uma vaga como deputado federal. Mesmo com sua trajetória consolidada, Moroni recebeu 3.893 votos e, similarmente, não alcançou a eleição, sendo listado como suplente.

Na busca por assentos na Câmara Federal, Sargento Gerson (PSDB) também registrou um resultado modesto, com 1.115 votos, o que não foi suficiente para a eleição.

O Coronel Bezerra (PL), policial militar reformado, também não conseguiu a vitória nas urnas. Com 1.738 votos, ele se encontra na condição de suplente para o próximo período legislativo.

Para a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o Sargento Reginauro (PSDB), bombeiro militar e deputado estadual em exercício, tentou a reeleição. No entanto, seus 27.656 votos não foram suficientes para garantir sua permanência na Casa, ficando fora da próxima legislatura.

O Sistema Eleitoral e a Distribuição de Vagas

A definição das cadeiras no Poder Legislativo, tanto federal quanto estadual, baseia-se no quociente eleitoral e partidário. O quociente eleitoral é apurado dividindo-se o total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis. Este valor representa o número mínimo de votos necessários para que um partido ou federação eleja um representante.

Posteriormente, o quociente partidário determina a quantidade de vagas que cada sigla ou federação obtém. Para que um candidato seja eleito, além de seu partido alcançar o quociente partidário, ele próprio deve ter pelo menos 10% do quociente eleitoral da sua respectiva eleição. Para o cálculo, são somados os votos nominais de todos os candidatos de um partido ou federação, além dos votos de legenda direcionados à sigla.

No último pleito, o quociente eleitoral para deputado federal no Ceará foi de 250.984 votos, concorrendo a 22 vagas. Para as 46 vagas da Assembleia Legislativa do Ceará, o cálculo seguiu metodologia similar, evidenciando a complexidade do sistema de distribuição de cadeiras.

Leia mais

PUBLICIDADE