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Eliezer se pronuncia sobre polêmica de reality show “As Patroas” e esclarece remuneração de equipe

Eliezer e Viih Tube  • Reprodução/Instagram

O influenciador Eliezer abordou em suas plataformas digitais os detalhes por trás da concepção do reality show “As Patroas”, produção que envolve seus colaboradores e que teve seu segundo episódio recentemente veiculado. As declarações surgem após a atração gerar intensa repercussão e críticas do público.

Em participação no programa “Melhor da Tarde”, da Band, Eliezer respondeu às diversas críticas, especialmente sobre sequências em que funcionários apareciam procurando moedas em um lixo e em um vaso sanitário. Ele justificou as cenas como “planejadas para chocar”, afirmando que todos os participantes foram convidados e informados sobre o formato, que previa desafios com foco em críticas sociais a cada dois episódios semanais.

O empresário reforçou que, embora “planejadas, eram autênticas”, e tinham como principal objetivo gerar visibilidade para a atração. Ele explicou que o vaso sanitário estava higienizado e o “lixo” consistia em um papel limpo, manuseado pela também influenciadora Viih Tube. A intenção, segundo Eliezer, era simular situações que fossem impactantes, mas que o contato dos participantes com os objetos havia sido previamente acordado.

Remuneração dos Participantes e Repercussão do Programa

Outro tópico de debate público, a remuneração dos envolvidos, foi igualmente abordado por Eliezer. Ele afirmou que os participantes foram formalmente convidados, aceitaram as condições, assinaram contratos e recebem por sua participação, incluindo cachê por episódio, além do valor do prêmio final e o pagamento pelo uso de seus direitos de imagem.

O ex-participante de reality show expressou surpresa com a dimensão da repercussão, que culminou em uma intimação do Ministério Público. Inicialmente, a equipe considerou a interrupção do programa, chegando a remover o primeiro episódio das plataformas. Contudo, após reavaliação, decidiram que o cancelamento impediria a compreensão da mensagem pretendida, antecipando assim o lançamento do segundo capítulo.

O influenciador também revelou um propósito estratégico por trás do formato, citando a dificuldade de pautar assuntos de maior seriedade. Ele mencionou que Viih Tube já havia empregado táticas semelhantes de marketing no passado e que “As Patroas” visava, em parte, chamar a atenção para a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado.

Confrontado com a enxurrada de críticas, o empresário reconheceu o impacto da controvérsia. Ele ponderou que, ao optar por formatos de conteúdo que visam gerar grande visibilidade, influenciadores digitais assumem inerentemente os riscos associados à reação do público.

Investigação do Ministério Público do Trabalho

A controvérsia em torno de “As Patroas” teve início após seu lançamento nas redes sociais, idealizado pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer. O programa foi estruturado para apresentar uma série de dinâmicas competitivas entre os funcionários do casal, com a promessa de prêmios em dinheiro, que variavam de R$ 1 mil a R$ 3 mil, além de uma pontuação acumulativa.

A iniciativa provocou intensa reação negativa nas plataformas digitais, escalando para uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo. Em paralelo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu um comunicado alertando sobre a exposição de trabalhadores em contextos potencialmente vexatórios, indicando que tais práticas podem configurar assédio moral e infringir legislações trabalhistas.

Até o momento, a investigação por parte do MPT permanece ativa, e os influenciadores não foram alvo de multas ou outras penalidades formais.

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