
Na zona sudoeste do Rio de Janeiro, uma operação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil resultou no fechamento de uma fábrica clandestina que produzia linha chilena, além da prisão de dois homens envolvidos na atividade ilegal. A linha chilena é considerada uma substância perigosa, cujo uso é proibido pela legislação estadual desde 2017, devido ao seu potencial de causar ferimentos graves e até mortes entre motociclistas.
Consequências Legais e Perigos da Linha Chilena
De acordo com a legislação em vigor, a comercialização, o uso, a posse e o porte de materiais como a linha chilena, que é composta por vidro moído e cola, conhecido como cerol, são totalmente proibidos. Essa linha é especialmente projetada para cortar outras linhas durante a prática de soltar pipas, uma atividade tradicional. A proibição se estende também à linha encerada, que contém elementos cortantes, tornando-a ainda mais arriscada.
Além dos perigos para os praticantes, a linha chilena representa uma ameaça à segurança pública, pois pode causar danos a redes elétricas e ferir animais, aumentando os riscos associados ao seu uso.
Aumento das Denúncias e Vítimas
Nos últimos anos, as denúncias relacionadas ao uso e à comercialização de linha chilena e cerol no Rio de Janeiro aumentaram significativamente. Em 2025, foram registrados 1.203 casos, mais do que o dobro dos 561 ocorridos em 2024. Apenas nos primeiros três meses de 2026, já foram contabilizadas 110 denúncias. Os motociclistas são as principais vítimas, com casos fatais sendo reportados, como o de Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, que perdeu a vida após ter o pescoço cortado por linha chilena em Cascadura.
