
Uma pesquisa recente revelou que 59,3% dos brasileiros já ouviram falar do Holocausto, mas apenas 53,2% conseguem definir corretamente o termo. O estudo foi lançado no Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto de São Paulo, em preparação para o Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro.
A história de Hannah Charlier
Hannah Charlier, de 83 anos, é uma sobrevivente do Holocausto que nasceu na Bélgica em 1944. Filha de judeus que resistiram ao nazismo, sua mãe foi capturada enquanto estava grávida e, ao ser fuzilada, protegeu Hannah em um embrulho. A sobrevivência de Hannah se deu quando um oficial alemão, ao notar o embrulho, a salvou e a entregou a um grupo de resistência.
Após ser resgatada, Hannah foi encaminhada a um orfanato e, aos 9 anos, foi adotada por um casal que imigrou para o Brasil. Sua vida representa a tragédia do Holocausto, um período marcado pelo assassinato em massa de cerca de 6 milhões de judeus na Europa pelo regime nazista.
O impacto do Holocausto e a pesquisa
De acordo com Sergio Napchan, diretor executivo da Confederação Israelita do Brasil, o Holocausto se insere na história da Segunda Guerra Mundial como uma das maiores tragédias do século XX. Estima-se que um terço da população judaica da Europa foi exterminada durante esse período.
O estudo revelou também que o conhecimento sobre o tema é ainda mais limitado quando se trata de detalhes específicos, como a identificação de Auschwitz-Birkenau como um campo de concentração e extermínio, reconhecido por apenas 38% dos entrevistados. Napchan enfatiza que a história do Holocausto não é apenas judaica, pois muitas outras comunidades também foram alvo do regime nazista.
Fontes de informação e desafios educacionais
A pesquisa indicou que a escola é a fonte primária de informação sobre o Holocausto para 30,9% dos entrevistados, seguida por filmes e livros (18,6%) e redes sociais (12,5%). No entanto, apenas 1,7% mencionaram museus e instituições especializadas como fontes de conhecimento, o que destaca a necessidade de maior divulgação e educação sobre o tema.
