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EUA Classificam PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas; Flávio Bolsonaro Celebra Decisão

1 de 1 Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca - Foto: Divul...

O governo dos Estados Unidos da América oficializou a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. O anúncio, divulgado pelo Departamento de Estado na noite da última quinta-feira, gerou repercussão imediata no cenário político brasileiro, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) manifestando aprovação e celebrando a medida.

Contexto da Decisão Americana e Reação Parlamentar

Essa ação integra uma estratégia mais ampla da administração do então presidente Donald Trump, que visava intensificar o combate ao crime organizado transnacional e aplicar sanções mais severas a grupos envolvidos com o narcotráfico global. A entrada em vigor da classificação estava prevista para ocorrer a partir do dia 5 de junho.

A iniciativa do parlamentar brasileiro antecedeu a comunicação oficial americana. Flávio Bolsonaro esteve em Washington, D.C., na Casa Branca, na terça-feira anterior ao anúncio. Durante sua visita, o senador formalizou um pedido ao presidente Trump para que as principais facções criminosas do Brasil fossem incluídas na lista de organizações terroristas. Na ocasião, o líder americano teria sinalizado que avaliaria a solicitação, sem apresentar uma resposta conclusiva.

Após o encontro e antes mesmo da confirmação pública, Bolsonaro comentou sua abordagem em contraste com a de outros líderes. Ele declarou: “Enquanto o Lula vai de joelhos, rastejando para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário”, reiterando sua posição favorável à medida.

Preocupações de Brasília e Busca por Cooperação Regional

A questão da classificação de facções brasileiras como grupos terroristas pelos EUA tornou-se um ponto de tensão nas relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos semanas antes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia expressado preocupação com essa possibilidade. Conforme relatos de integrantes do governo federal, havia o temor de que tal avaliação pudesse criar um precedente para eventual atuação militar norte-americana em território brasileiro, gerando receio sobre a soberania nacional.

Em um encontro prévio com Donald Trump na Casa Branca, no início de maio, o presidente Lula apresentou propostas de cooperação bilateral voltadas ao combate ao crime organizado. Ele convidou os Estados Unidos a participarem de iniciativas brasileiras focadas na segurança regional. Lula destacou: “Criamos uma base na cidade de Manaus com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, buscando um modelo de colaboração que evitasse medidas unilaterais de sanção.

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