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Ex-ministros da Defesa da China recebem pena de morte suspensa por corrupção

Bandeira da China  • Foto: Divulgação / Pixabay

Os ex-ministros da Defesa da China, Wei Fenghe e Li Shangfu, foram condenados à pena de morte, com a possibilidade de suspensão da execução por dois anos, devido a acusações de corrupção, conforme reportou a agência estatal Xinhua nesta quinta-feira (7).

A corrupção nas Forças Armadas tem sido um foco central de uma vasta campanha promovida pelo presidente Xi Jinping desde sua ascensão ao poder em 2012. Em 2023, essa iniciativa resultou em expurgos significativos na elite da Força de Foguetes, que controla os armamentos nucleares e mísseis convencionais.

A campanha anticorrupção teve um novo impulso no início deste ano, culminando na destituição do general Zhang Youxia, que era o chefe do Exército de Libertação Popular e membro do Politburo, considerado próximo a Xi Jinping.

Relatos anteriores da Xinhua indicavam que Li Shangfu era suspeito de receber valores expressivos em subornos e de ter subornado terceiros. A investigação concluiu que ele não cumpriu com suas responsabilidades políticas e buscou vantagens pessoais, além de beneficiar outras pessoas.

Uma apuração iniciada contra Wei em 2023 revelou que ele aceitou grandes quantias de dinheiro e bens valiosos em troca de favores, além de ter auxiliado outros a obter benefícios indevidos em questões de pessoal. A Xinhua classificou suas ações como extremamente graves, causando impactos significativos e danos à instituição.

Na China, uma sentença de morte com a possibilidade de suspensão condicional geralmente é convertida em prisão perpétua se o condenado não cometer novos crimes durante o período de suspensão. Após essa conversão, a pessoa pode ser presa por tempo indeterminado, sem chance de nova revisão da pena.

A continuação dos expurgos nas Forças Armadas devido a corrupção está resultando em sérias falhas na estrutura de comando, o que pode comprometer a prontidão das Forças Armadas da China, que estão em processo de modernização, conforme apontou o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos este ano.

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