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Exposição no Paço Imperial celebra 40 anos de história cultural no Rio de Janeiro

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Localizado na Praça XV, no coração do Centro do Rio de Janeiro e à margem da Baía de Guanabara, o Paço Imperial é uma construção de estilo colonial português que remonta ao período colonial do Brasil. Desde sua inauguração em 1743, este palácio se tornou um importante centro cultural, reconhecido por sua rica história.

O Paço já serviu como residência dos Vice-Reis do Brasil e, posteriormente, como sede do Império. Durante suas atividades, Dom João VI costumava realizar a cerimônia do beija-mão, um evento tradicional que ocorria no palácio, então conhecido como Paço Real.

Este local histórico também foi palco de momentos marcantes, como o Dia do Fico em 9 de janeiro de 1822, quando Dom Pedro I decidiu permanecer no Brasil, uma decisão que foi crucial para a independência do país.

No primeiro andar do Paço, destaca-se a sala Treze de Maio, que homenageia a assinatura da Lei Áurea em 1888, a qual aboliu a escravidão no Brasil, sendo o ato assinado pela princesa Isabel dentro da própria edificação.

Além disso, o palácio foi o último local onde o imperador Pedro II permaneceu no Brasil antes de seu exílio em Portugal, após a Proclamação da República em novembro de 1889.

Celebração de quatro décadas de cultura

Com a extinção do Império, o Paço Imperial manteve seu nome e, ao longo dos anos, tornou-se sede de diversas instituições, incluindo a Agência Central dos Correios e Telégrafos. Desde 1985, é um centro cultural vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Neste sábado (28), o Paço Imperial inaugurará a exposição ‘Constelações – 40 anos do Paço Imperial’, que reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas. A mostra tem como objetivo atrair a atenção de críticos, amantes da arte e do público em geral, que circula diariamente pela movimentada região central do Rio.

A curadoria, realizada por Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e a equipe do Paço, inclui obras de artistas renomados como Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica e Lygia Clark, além de trabalhos inéditos. A seleção busca relembrar as quatro décadas de dedicação à cultura no local.

Conceito de 'Constelações'

O título ‘Constelações’ foi inspirado no conceito do filósofo Walter Benjamin, que sugere que as constelações representam desenhos entre estrelas, sem hierarquia ou linearidade. O curador Ivair Reinaldim explicou que a ideia é misturar obras de diferentes gerações e contextos, promovendo um diálogo entre artistas contemporâneos e clássicos.

Os visitantes terão acesso a 12 salões e dois pátios internos, que abrigam um acervo diversificado. Um dos pátios é dedicado a Roberto Burle Marx, um renomado artista plástico, cuja obra foi celebrada em uma grande mostra no Paço em 2008. Claudia Saldanha, diretora do Paço, ressaltou que a exposição não segue uma ordem fixa, permitindo que o público explore a mostra de forma livre.

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