
O ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo, faleceu neste domingo (15), aos 83 anos. A confirmação da morte foi feita pelo partido por meio de uma nota oficial.
Homenagens e legado
Na comunicação, o PCdoB expressou seu pesar e a consternação de seus membros, que, em homenagem ao ex-líder, decidiram inclinar a bandeira nacional entrelaçada com os estandartes vermelhos, simbolizando a luta pela revolução e pelo socialismo. A nota também reconheceu as mensagens de condolências que chegaram de diversas partes do Brasil e do exterior, especialmente nas redes sociais.
Rabelo foi um destacado militante político, tendo atuado como vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante o período da ditadura militar instaurada em 1964. Ele também foi membro ativo da Ação Popular (AP) e participou da integração dessa organização ao PCdoB em 1973.
Após ser exilado na França em 1976, Rabelo retornou ao Brasil em 1979, após a anistia. Durante sua trajetória, ele se dedicou ao fortalecimento das relações do PCdoB com países socialistas, como China, Vietnã e Cuba.
A nota do PCdoB ressalta a contribuição de Rabelo para o acervo teórico e político do partido, destacando suas importantes formulações que enriqueceram o pensamento estratégico e programático da sigla.
Renato Rabelo foi um dos responsáveis pela articulação da Frente Brasil Popular, ao lado de João Amazonas, que lançou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência em 1989.
Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Lula, expressou sua tristeza pela perda de Rabelo, destacando sua entrega à luta pelos trabalhadores e pelo socialismo, além de seu enfrentamento à ditadura e ao exílio.
A deputada Jandira Feghali, também do PCdoB, prestou sua homenagem, definindo Rabelo como um grande amigo e referência tanto ideológica quanto política, ressaltando sua dedicação à luta pela democracia e pela soberania nacional.
