PUBLICIDADE

Festas de fim de ano: o Consumo de álcool e seus riscos

© Senac/Divulgação

O período de festas de fim de ano, marcado por confraternizações e celebrações familiares, é tradicionalmente associado a um aumento significativo no consumo de álcool. No entanto, essa elevação no consumo de álcool não vem sem sérios alertas. Especialistas ressaltam que a ingestão de bebidas alcoólicas neste período potencializa diversos riscos à saúde física e mental, além de gerar impactos negativos nas relações sociais e familiares. É crucial desmistificar a ideia de um “consumo seguro”, pois, conforme documentos ratificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), qualquer quantidade de álcool ingerida pode trazer prejuízos significativos ao organismo e ao bem-estar geral. Compreender esses riscos é o primeiro passo para garantir celebrações mais conscientes e saudáveis para todos.

Os perigos ocultos da celebração excessiva

O incremento no consumo de álcool durante as festas de fim de ano desencadeia uma série de problemas que vão além da simples ressaca. Entre as principais preocupações estão os acidentes, como quedas e intoxicações graves, que sobrecarregam os serviços de pronto-atendimento. Um risco particularmente alarmante é a redução da supervisão de crianças em ambientes com adultos alcoolizados, o que pode levar a situações trágicas, como a ingestão acidental de bebidas alcoólicas por menores, demandando internações pediátricas de emergência.

Impactos imediatos e a longo prazo na saúde

A perda do juízo crítico é outra consequência direta do consumo excessivo, levando indivíduos a se colocarem em situações de risco elevado, como dirigir sob o efeito do álcool. Além disso, a agressividade e os conflitos familiares tendem a aumentar, transformando momentos que deveriam ser de união em episódios de tensão e desentendimento. A mistura de álcool com medicamentos é igualmente perigosa, podendo anular o efeito de tratamentos ou causar reações adversas graves. Para aqueles que já enfrentam problemas com o álcool e estão em processo de recuperação, o fim de ano representa um período de vulnerabilidade extrema, com o risco de recaídas amplificado pela oferta abundante e pela glamorização cultural da bebida. É essencial que as bebidas alcoólicas não sejam o centro das celebrações, evitando que se tornem um gatilho para pessoas emocionalmente mais sensíveis.

O impacto na saúde mental é igualmente preocupante. Muitas pessoas recorrem ao álcool como uma forma de “anestesia” para lidar com sentimentos de tristeza, ansiedade e frustrações que podem surgir com a pressão das festas e a reflexão sobre o ano que termina. Contudo, essa estratégia é contraproducente, pois o álcool, apesar de uma sensação inicial de relaxamento, é um depressor do sistema nervoso central e pode agravar sintomas de ansiedade e depressão já existentes, criando um ciclo vicioso de dependência e piora do quadro clínico.

Jovens e álcool: uma preocupação crescente

Enquanto a proporção de adultos que consomem álcool tem mostrado uma ligeira diminuição em levantamentos recentes, o consumo entre adolescentes revela uma tendência preocupante de aumento. Este cenário acende um alerta vermelho sobre a saúde e o futuro das novas gerações, que estão mais suscetíveis aos efeitos nocivos do álcool.

Dados alarmantes e a responsabilidade familiar

Dados de pesquisas recentes, como o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), mostram que a proporção de adultos que bebem regularmente caiu de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023. No entanto, o consumo pesado de álcool – definido como a ingestão de 60 gramas ou mais de álcool puro em uma única ocasião – aumentou de forma alarmante entre os menores de idade, passando de 28,8% em 2012 para 34,4% em 2023. Essa estatística é particularmente preocupante, pois para adolescentes, não existe o conceito de “beber com moderação”. Seu cérebro ainda está em desenvolvimento, tornando-os mais vulneráveis aos danos causados pelo álcool, que podem impactar funções cognitivas, memória e comportamento a longo prazo.

A postura de famílias que permitem ou até incentivam o consumo de álcool dentro de casa, sob a premissa equivocada de que é mais seguro do que beber sem supervisão, é criticada por especialistas. Essa abordagem é considerada permissiva e contribui para a normalização do álcool em uma fase crítica do desenvolvimento. A prevenção eficaz passa por uma presença familiar ativa e por mensagens claras de que o álcool não deve ocupar o centro das celebrações. É fundamental que os pais e responsáveis estabeleçam limites claros, comunicando que, para os adolescentes, a bebida não é uma opção. Priorizar outras formas de celebração e lazer, livres de álcool, é uma estratégia vital para proteger a juventude e promover um ambiente familiar saudável.

Recomendações para festas mais conscientes

Para garantir que as celebrações de fim de ano sejam momentos de alegria genuína e não de riscos desnecessários, é fundamental adotar uma abordagem mais consciente em relação ao consumo de álcool. A compreensão de que não existe um nível seguro de ingestão, especialmente para adolescentes e pessoas em recuperação, deve guiar as decisões. É possível e desejável desassociar o álcool do protagonismo das festas, buscando outras formas de celebrar a vida e as conquistas. Isso inclui oferecer uma variedade de bebidas não alcoólicas atraentes, criar ambientes onde a pressão para beber seja minimizada e reforçar a importância da supervisão infantil. Para quem decide beber, a moderação e a alternância com água são cruciais, sempre evitando dirigir após o consumo e estando atento aos próprios limites e aos de seus convidados. Promover um Natal e Ano Novo seguros e felizes para todos, com foco na convivência e no bem-estar, é o verdadeiro espírito das festividades.

Perguntas frequentes sobre álcool e festas de fim de ano

1. Existe uma quantidade “segura” de álcool para se consumir nas festas?
Não, especialistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam que qualquer quantidade de álcool pode trazer prejuízos à saúde, física e mental, e não há um nível considerado “seguro”.

2. Quais são os principais riscos de misturar álcool com medicamentos durante as celebrações?
A mistura de álcool com medicamentos pode anular a eficácia do tratamento, intensificar os efeitos colaterais dos remédios, e causar reações adversas graves, como sonolência excessiva, náuseas, tonturas, ou até mesmo intoxicações severas.

3. Como posso ajudar adolescentes a evitar o consumo de álcool nas festas?
É fundamental estabelecer limites claros, comunicar que o consumo de álcool não é permitido para menores de idade e não normalizá-lo em casa. Ofereça alternativas de bebidas não alcoólicas e incentive outras formas de diversão, reforçando que o álcool não é o protagonista da celebração.

Celebrar as festas de fim de ano de forma consciente e responsável é um presente para você e para aqueles que você ama. Compartilhe estas informações e ajude a construir um ambiente festivo mais seguro e saudável para todos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE