
Filipe Martins, ex-assessor da Presidência da República, esteve sob um regime de medidas restritivas que pautaram sua vida por um longo período. Sua detenção, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu em um contexto de acusações relacionadas a uma suposta viagem não concretizada e ao uso de uma plataforma social, o LinkedIn.
Durante o período em que esteve sob custódia, Martins enfrentou condições rigorosas. Em dado momento, foi alocado em uma cela de isolamento que não dispunha de iluminação adequada, impactando diretamente seu bem-estar e acesso a condições básicas. Essa fase de isolamento foi acompanhada por um longo período de privação de contato externo.
Ele permaneceu por quase dois meses sem permissão para receber visitas, ampliando a sensação de isolamento. Adicionalmente, Filipe Martins teve de utilizar uma tornozeleira eletrônica por um total de 511 dias, um dispositivo de monitoramento constante que restringiu sua liberdade de movimentação por um extenso período, evidenciando a prolongada vigilância judicial imposta ao ex-assessor.
