
A abertura da quinta edição do Quixadá Junino, realizada na quinta-feira, dia 16, foi marcada pela reincidência de uma prática já conhecida na região central da cidade: a ocupação indevida de vagas de estacionamento. Horas antes do início oficial das festividades, flanelinhas foram flagrados utilizando cones, faixas e outros objetos para demarcar e reservar espaços em vias públicas nas imediações da Praça José de Barros.
Este cenário, recorrente em grandes eventos na localidade, restringe o livre acesso dos motoristas aos logradouros públicos. A expectativa é de que esta ação resulte na cobrança de valores, frequentemente considerados abusivos, para que visitantes possam estacionar seus veículos em locais que deveriam ser de uso comum e gratuito.
Além da exigência de pagamentos irregulares, uma reclamação constante da população refere-se à falta de vigilância após o dinheiro ser entregue. Muitos flanelinhas, segundo relatos, abandonam os postos antes do encerramento da festa, deixando os veículos sem qualquer tipo de supervisão. Assim, os usuários do estacionamento acabam pagando por um serviço que, na prática, não é integralmente prestado ou sequer ocorre.
Tentativas de Solução e Demandas da Comunidade
A busca por uma regulamentação para coibir essa situação já enfrentou barreiras. Em um período anterior, a Câmara Municipal de Quixadá rejeitou um projeto de lei que tinha como objetivo proibir a reserva irregular de vagas com o emprego de cones, cavaletes e outras barreiras. A proposta previa multas para os responsáveis e a remoção imediata dos obstáculos pela fiscalização municipal, especialmente durante a realização de eventos. A não aprovação desta iniciativa contribui para a persistência do problema, que se manifesta novamente no Quixadá Junino.
Diante da continuidade do problema, a comunidade local tem se manifestado, clamando por uma atuação mais enérgica do poder público. Moradores defendem que a Prefeitura de Quixadá intensifique a fiscalização ao longo dos dias do evento, a fim de assegurar o livre acesso às vagas públicas, remover os itens utilizados para interdição e impedir que particulares se apropriem indevidamente de espaços que pertencem a toda a coletividade.
