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Fuzileiros Navais do Brasil Apresentam Inovações Tecnológicas para Defesa e Resposta a Desastres

Na última quarta-feira (4), os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil realizaram uma apresentação no Rio de Janeiro, destacando as inovações tecnológicas que foram recentemente integradas ao seu acervo. O foco está na modernização das capacidades de defesa do país.

Novas Tecnologias e Drones Táticos

Uma das principais inovações é o recém-estabelecido Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque. Essa unidade recebeu drones de quatro hélices, equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais, que têm a capacidade de monitorar alvos e localizar vítimas em situações de emergência. Além disso, alguns desses drones podem ser armados para realizar ataques a alvos menores.

Outro modelo apresentado foi o drone de asa fixa, conhecido como kamikaze, que pode ser lançado com explosivos para eliminar alvos de maior porte.

Capacitação e Formação de Novos Operadores

O almirante Carlos Chagas, comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, enfatizou a importância do novo esquadrão para manter o Brasil alinhado com as tendências tecnológicas globais nas forças de defesa, especialmente em um cenário de conflitos recentes ao redor do mundo. Ele anunciou que, ainda em março, será inaugurada uma escola no Rio de Janeiro voltada para o treinamento de militares na operação de drones.

Chagas ressaltou a relevância estratégica da proteção da extensa costa brasileira, que se estende por 7,5 mil quilômetros e é vital para a economia do país, incluindo a exploração de petróleo e as exportações marítimas.

Aprimoramento em Respostas a Desastres Naturais

A Marinha também incorporou novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e fabricados no Brasil. Esses veículos, capazes de atingir até 74 km/h e transportar 13 militares, são equipados com metralhadoras, radares e câmeras termais, oferecendo mobilidade em áreas com infraestrutura limitada.

Os novos equipamentos aumentam a eficácia dos Fuzileiros Navais em situações de desastres naturais, refletindo a similaridade entre logística militar e resposta a emergências. Isso permite que equipamentos destinados à defesa sejam utilizados em operações de resgate e ajuda humanitária.

Novos Armamentos

Durante o evento, também foram apresentados novos armamentos, como o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, que pode atingir alvos a uma distância de até 70 km, com uma velocidade de até 1.000 km/h, dificultando a detecção por radares inimigos. Outro míssil, de fabricação nacional, tem um alcance de até 3 quilômetros e é guiado a laser, oferecendo alta precisão para atingir embarcações e helicópteros, além de penetrar até 80 centímetros de blindagem.

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