PUBLICIDADE

Inep defende resultados do Enamed após críticas sobre inconsistências

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, declarou em entrevista à TV Brasil que não existem erros nos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A avaliação abrangeu 351 cursos de medicina em todo o Brasil.

De acordo com os dados apresentados, aproximadamente 30% dos cursos obtiveram desempenho abaixo do esperado, considerando que menos de 60% dos alunos foram considerados proficientes. Este resultado é utilizado para calcular o conceito do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que varia de 1 a 5, sendo que notas 1 e 2 são classificadas como insuficientes pelo Ministério da Educação (MEC).

Diversas associações que representam instituições de ensino superior privadas levantaram questionamentos a respeito da proficiência dos alunos, apontando uma discrepância entre os dados reportados em dezembro e os resultados divulgados recentemente. Essa diferença, segundo Palacios, foi reconhecida e ocorreu em um comunicado interno do sistema eMEC, que as instituições utilizam para validação de informações.

O presidente do Inep esclareceu que os dados incorretos sobre a proficiência dos estudantes foram corrigidos, e que estes não influenciaram a classificação dos cursos. Ele afirmou: “Houve um erro na divulgação do número de alunos proficientes, mas esse dado não afetou os indicadores de qualidade dos cursos”.

Palacios ressaltou que os boletins entregues aos participantes, os resultados publicados e o conceito Enade para os cursos avaliados estão corretos e válidos. “Não há intercorrências nos resultados publicados, tanto para os participantes quanto para as instituições”, afirmou.

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) emitiu uma nota destacando que as inconsistências foram reconhecidas pelo MEC e pelo Inep. A entidade criticou a alteração dos critérios metodológicos após a aplicação do exame e a falta de correspondência entre os dados divulgados para a imprensa e os apresentados anteriormente às instituições.

A ABMES defende a necessidade de uma investigação rigorosa das questões levantadas e expressou dúvidas sobre a precisão das informações divulgadas pelo Inep. A associação também criticou a forma como os microdados foram apresentados, sugerindo que isso dificulta a verificação das informações pelas instituições.

Leia mais

PUBLICIDADE