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Inglaterra Supera México no Estádio Azteca e Avança às Quartas da Copa do Mundo

© Daniel Becerril/Reuters/proibida a reprodução

A seleção da Inglaterra mantém viva a ambição de conquistar a Copa do Mundo ao derrotar o México por 3 a 2 na noite do último domingo, em partida válida pelas oitavas de final. O confronto ocorreu no icônico Estádio Azteca, na Cidade do México, onde os ‘Três Leões’ não se abalaram com a fervorosa torcida local e garantiram sua passagem para a próxima fase do torneio.

Os campeões de 1966, que conquistaram seu único título mundial como anfitriões, agora se preparam para enfrentar a Noruega nas quartas de final. A equipe nórdica avançou após eliminar o Brasil por 2 a 1 no mesmo dia, em Nova Jersey. O aguardado duelo entre Inglaterra e Noruega está marcado para o próximo sábado, dia 11, às 18h (horário de Brasília), em Miami, nos Estados Unidos.

Para o México, a eliminação precoce representa mais uma frustração em sua história em Copas do Mundo. Desde 1986, ano em que também sediou o evento, a seleção não consegue ultrapassar as oitavas de final. Após não participar em 1990, na Itália, os mexicanos caíram nesta etapa pela oitava vez nas últimas nove edições, somando-se ao revés de 2022, no Catar, onde nem sequer chegaram à fase eliminatória.

Atraso e Cenário Climático no Início do Jogo

Prevista originalmente para as 21h (horário de Brasília), a partida teve seu pontapé inicial postergado em uma hora devido às condições climáticas adversas. Um forte temporal, acompanhado de raios, atingiu a Cidade do México horas antes de a bola começar a rolar, criando um ambiente de incerteza para o evento esportivo.

Diante do risco de novos relâmpagos, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) acionou um protocolo de segurança similar ao utilizado em jogos nos Estados Unidos. Essa medida resultou no atraso do início e na orientação aos torcedores para se dirigirem a áreas protegidas. Mesmo quando os atletas foram liberados para o aquecimento, a chuva persistia no estádio, embora com menor intensidade.

Emoção e Gols Rápidos Marcam o Primeiro Tempo

Os primeiros minutos do confronto no Azteca foram caracterizados por intensa disputa física, evidenciada por um cartão amarelo aplicado ao volante inglês Declan Rice logo nos segundos iniciais. Apesar da transpiração, as oportunidades de gol foram escassas, com um cabeceio de Raúl Jiménez aos 14 minutos sendo a principal ameaça, defendida com competência pelo goleiro Jordan Pickford no canto esquerdo.

Contrariando a tendência inicial, os 15 minutos que antecederam o intervalo transformaram completamente a dinâmica da partida. Aos 36 minutos, em um contra-ataque veloz originado no campo defensivo por Pickford, Buyako Saka avançou pela direita, superou a marcação de Jesús Gallardo e cruzou com precisão para Jude Bellingham finalizar e inaugurar o placar para a Inglaterra.

Um minuto depois, a equipe inglesa ampliou sua vantagem. Após Elliot Anderson desarmar Gilberto Mora no meio-campo, a bola chegou a Bellingham, que acionou Harry Kane na área pela esquerda. O chute cruzado de Kane foi novamente completado por Bellingham, que apareceu para marcar seu segundo gol e silenciar a torcida mexicana.

Apesar do choque, o México reagiu rapidamente. Aos 42 minutos, em cobrança de falta pela esquerda na área, a bola desviou no zagueiro Ezri Konsa e sobrou para Julian Quiñones chutar forte, diminuindo a diferença e reacendendo as esperanças dos anfitriões. O empate quase veio ainda nos acréscimos, com duas chances claras de Jiménez, sendo a mais perigosa um cabeceio aos 47 minutos, defendido com maestria por Pickford.

Cartão Vermelho, Pênaltis e Pressão Mexicana

A segunda etapa começou com a mesma intensidade do final do primeiro tempo. Logo aos três minutos, Nico O’Reilly quase empatou para o México, acertando a trave esquerda em uma finalização precisa da entrada da área. Quatro minutos depois, o cenário se complicou para a Inglaterra, quando o lateral Jarell Quansah cometeu uma infração sobre Gallardo. Inicialmente ignorado pelo árbitro Alireza Faghani, o lance foi revisto pelo VAR, resultando na expulsão do jogador inglês.

No entanto, a superioridade numérica mexicana durou pouco sem que fosse capitalizada. Aos 12 minutos, o goleiro Raul Rangel derrubou Anthony Gordon na área, e a arbitragem assinalou pênalti para a Inglaterra. Harry Kane, cobrando com frieza, converteu e marcou seu sexto gol na Copa do Mundo.

Aos 20 minutos, a história se repetiu no outro lado do campo. Kane cometeu uma penalidade ao atingir a perna de Brian Gutiérrez em disputa de bola na própria área. Novamente, o VAR interveio, e Faghani marcou a infração. Jiménez foi para a cobrança e, desta vez, superou Pickford, recolocando o México no jogo com um a mais.

Os minutos finais transformaram a partida em um verdadeiro ataque contra defesa, com a seleção mexicana pressionando intensamente em busca do empate e os ingleses resistindo bravamente com um jogador a menos. Ao apito final, a persistência dos ‘Três Leões’ foi recompensada, selando mais uma Copa do Mundo de frustrações para a apaixonada torcida do México.

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