
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, transferiu R$ 750 mil para o empresário Kalil Bittar entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Os repasses, de R$ 50 mil cada, eram realizados mensalmente, conforme informações divulgadas pela jornalista Andreza Matais, na coluna do Metrópoles.
Operação Coffee Break e as investigações
O último pagamento ocorreu em 27 de outubro de 2025, e no mês seguinte, Bittar foi investigado pela Polícia Federal durante a Operação Coffee Break, que apurou irregularidades no Ministério da Educação (MEC).
Inicialmente, os repasses eram feitos bimestralmente, mas a partir de maio do ano passado, a frequência aumentou para mensal. Os depósitos foram realizados em uma conta de Bittar na Caixa Econômica Federal, em uma agência situada no Brás, em São Paulo.
Atuação de Kalil Bittar no MEC
De acordo com a Polícia Federal, Bittar atuava como lobista junto ao MEC, buscando a liberação de recursos para prefeituras do interior de São Paulo, como Sumaré, Limeira e Hortolândia. Essas cidades contrataram a empresa Life Tecnologia, que fornecia livros didáticos e kits de robótica a preços exorbitantes, até 35 vezes superiores aos valores de mercado.
Bittar teria colaborado com Carla Ariane Trindade, ex-companheira de Marcos Cláudio Lula da Silva, outro filho do presidente. A Life Tecnologia, conforme revelado pela coluna, viu seu capital crescer 113 vezes em menos de dois anos, saltando de R$ 300 mil para R$ 34 milhões.
O empresário nega as acusações e afirma que os pagamentos recebidos da Life foram por serviços de tecnologia, e não relacionados a atividades de lobby. Ele também declarou que reside em Portugal desde 2023.
