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Justiça liberta influenciadora Japa, presa por fraudes com deepfakes

G1

A influenciadora Laís Rodrigues Moreira, conhecida como Japa, teve sua liberdade concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Japa havia sido detida em 1º de outubro durante uma operação policial que investiga o uso de deepfakes de celebridades para a prática de crimes digitais.

As investigações da Polícia Civil apontam para uma possível associação da influenciadora com estelionatários que se aproveitavam de sua grande audiência nas redes sociais. Japa possui mais de 120 mil seguidores em seu perfil no Instagram, onde exibe um estilo de vida luxuoso com fotos de carros, motos e mansões.

O alvará de soltura foi expedido na última quinta-feira (13), acompanhado de uma série de medidas cautelares que Japa deverá cumprir. Entre elas, estão a proibição de se aproximar ou manter contato com os demais investigados e denunciados (exceto familiares), a proibição de frequentar estabelecimentos prisionais onde os acusados estejam detidos, e a obrigação de manter seu endereço atualizado no processo, além de comparecer a todos os atos processuais.

A Justiça também determinou que Japa não pode se ausentar da região por mais de 15 dias sem autorização prévia e que deve comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades. Seu passaporte deverá ser entregue às autoridades em até 24 horas, ficando proibida a obtenção de um novo documento de viagem durante o andamento do processo. A decisão judicial ressalta que o descumprimento de qualquer uma dessas medidas poderá acarretar em nova decretação de prisão preventiva.

A defesa de Japa manifestou-se por meio de nota, reafirmando a inocência da influenciadora. Segundo seus advogados, a liberdade concedida “representa a vitória da verdade e da justiça”, alegando que Laís “nunca cometeu qualquer crime e não merecia estar presa”.

De acordo com as investigações, Japa é suspeita de impulsionar golpes e promover jogos de azar ilegais. O delegado Filipe Borges Bringhenti explicou que criminosos se vinculavam à influenciadora para atingir um número maior de vítimas potenciais, explorando sua base de seguidores.

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu um carro e três motos de luxo na residência de Japa, localizada em um condomínio fechado em Piracicaba (SP). As investigações também revelaram uma movimentação atípica de R$ 15 milhões nas contas bancárias de Japa e de sua mãe, em um período de seis meses a um ano.

A operação policial, denominada Modo Selva, foi realizada em diversos estados do país, incluindo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, prisão preventiva, além do sequestro e bloqueio de veículos, ativos financeiros e criptoativos. A polícia estima que os valores obtidos com o esquema criminoso podem alcançar R$ 210 milhões.

A Polícia Civil alerta para a importância de desconfiar de promoções “imperdíveis” divulgadas por celebridades, verificar a autenticidade dos perfis e pesquisar a reputação das empresas antes de realizar compras online. As autoridades também orientam a população a denunciar qualquer suspeita de golpe, mesmo que o valor seja baixo.

Fonte: g1.globo.com

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