PUBLICIDADE

Lula embarca para cúpula do G7 na França com pauta de relações bilaterais e discussões globais

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via st...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou neste domingo, 14 de junho, rumo a Évian-les-Bains, na França, para integrar a Cúpula do G7. O líder brasileiro participa do evento, que reúne os chefes de estado dos sete países mais industrializados do globo – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – como convidado especial. O encontro está programado para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho.

Esta marca a décima ocasião em que o presidente brasileiro é convidado a integrar as discussões do G7. A programação oficial divulgada pelo Palácio do Planalto inclui compromissos de Lula nos dias 16 e 17 de junho, focados em sessões abertas que abordarão temas cruciais como a formação de parcerias internacionais, estratégias para um crescimento econômico mais equitativo e o avanço da Inteligência Artificial. Durante sua estadia, também estão agendadas reuniões bilaterais de alto nível, incluindo encontros com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente anfitrião, Emmanuel Macron.

Expectativas Diplomáticas e Encontro com Líderes

Uma alteração na data de partida, inicialmente prevista para a segunda-feira, dia 15, foi realizada para otimizar as chances de um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A mudança estratégica considerou a possibilidade de que o líder norte-americano pudesse comparecer apenas à fase inicial da cúpula, espelhando sua participação no encontro anterior, realizado no Canadá.

Desafios nas Relações Brasil-EUA

O objetivo por trás dessa antecipação é buscar uma oportunidade para restabelecer um canal de comunicação direto entre os dois presidentes. A relação entre Brasil e Estados Unidos tem enfrentado tensões desde o último encontro na Casa Branca, em maio, com Washington recentemente categorizando grupos criminosos brasileiros como terroristas e ameaçando implementar tarifas de importação. Essas taxas incluiriam 25% sobre produtos por supostas “práticas comerciais prejudiciais” e 12,5% devido a alegações de falta de controle sobre trabalho análogo à escravidão.

Apesar dos atritos recentes, o governo brasileiro optou por não solicitar formalmente uma nova reunião bilateral, argumentando que o último encontro entre os chefes de estado nos EUA é recente. A expectativa é que as discussões sobre as tarifas propostas sejam conduzidas por equipes técnicas de comércio e diplomacia, no âmbito do grupo de trabalho já estabelecido entre as duas nações.

Dessa forma, diplomatas brasileiros preveem que um eventual contato entre Lula e Trump possa acontecer de forma espontânea e informal, possivelmente durante cumprimentos nos corredores do evento, sem que haja uma agenda formal previamente definida. Paralelamente, o Brasil aproveitará a cúpula do G7 para dar início às negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Japão, buscando expandir suas parcerias econômicas.

Leia mais

PUBLICIDADE