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Lula se encontrará com líderes da União Europeia no Rio de Janeiro

© Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agendada uma reunião nesta sexta-feira (16) no Rio de Janeiro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro, de acordo com informações do Palácio do Planalto, abordará temas da agenda internacional e os próximos passos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que recebeu aprovação dos europeus na semana passada.

Agenda do Encontro

A reunião ocorrerá no Palácio Itamaraty, situado no centro da capital fluminense, com início programado para às 13h. Após as discussões, os líderes farão uma declaração conjunta à imprensa.

Acordo Comercial Mercosul-União Europeia

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre os blocos formará uma zona de livre comércio que abrange 720 milhões de pessoas e resulta em um Produto Interno Bruto (PIB) total de US$ 22 trilhões, conforme divulgado pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Ratificação e Implementação

A cerimônia de ratificação do acordo está marcada para este sábado (17) em Assunção, capital do Paraguai, onde estarão presentes os líderes europeus e os ministros das Relações Exteriores do Mercosul. Na última terça-feira (13), Lula teve uma conversa com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, e ambos se comprometeram a trabalhar de maneira ágil para a implementação do acordo, visando que as populações percebam resultados concretos da parceria.

Desafios e Controvérsias

Apesar de ser elogiado por governos e setores industriais, o acordo enfrenta oposição de agricultores europeus e ambientalistas, que levantam preocupações sobre os impactos climáticos e a competitividade agrícola. A implementação será gradual, e seus efeitos práticos deverão ser sentidos ao longo dos próximos anos. Em Paris, por exemplo, agricultores realizaram protestos com tratores, manifestando-se contra o acordo e alegando que ele ameaça a agricultura local ao promover uma concorrência desleal com as importações mais baratas da América do Sul.

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