
Crime estaria relacionado a um conflito de facções na região
Uma tentativa de chacina registrada na noite deste sábado (8) deixou um homem morto e duas pessoas feridas no bairro Novo Mondubim, em Fortaleza. O crime, ocorrido na Rua João Caetano, volta a expor o cenário de medo, violência e domínio das facções criminosas que se espalham pela capital cearense.
De acordo com as primeiras informações, dois veículos com homens armados chegaram ao local e abriram fogo contra um homem que caminhava pela via pública. A vítima tentou se proteger em uma residência com o portão aberto, mas foi alcançada pelos disparos e morreu dentro do imóvel. Durante a invasão, uma mulher e o filho dela foram atingidos no braço e na perna. Ambos foram socorridos ao Hospital Frotinha da Parangaba e, segundo a equipe médica, não correm risco de morte.
Os suspeitos fugiram logo após o ataque e ainda não foram identificados. As investigações iniciais apontam que o crime pode estar relacionado a uma disputa entre facções criminosas. A região é dominada pelo grupo conhecido como Terceiro Comando Puro (TCP), e o ataque teria sido ordenado por integrantes do Comando Vermelho (CV), em mais um capítulo sangrento da guerra entre facções que transformou Fortaleza em um campo de medo e violência.
Enquanto a Polícia Civil busca os autores da ação, moradores do Novo Mondubim vivem sob tensão constante. Em muitos bairros da capital, o poder das facções se impõe acima da autoridade do Estado, com toque de recolher, ameaças a comerciantes e disputas que colocam a vida de inocentes em risco.
Mais uma vez, o episódio revela o fracasso do governo do Ceará na condução da segurança pública. A população está refém do medo, e a cada nova tragédia cresce o sentimento de abandono e revolta. A presença policial é insuficiente, o tráfico avança, e as comunidades vivem cercadas pela incerteza.
A violência, que já deveria causar espanto e mobilização, passou a ser encarada como parte da rotina cearense. Quando crimes como esse se tornam comuns, é sinal de que o Estado perdeu o controle — e de que a sociedade precisa, urgentemente, cobrar respostas reais.
Enquanto a criminalidade avança, famílias são destruídas e a esperança se esvai nas ruas de Fortaleza. A pergunta que fica é: quem de fato comanda o Ceará — o Estado ou as facções?
