
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou hoje, em uma palestra destinada a estudantes de direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), que recebeu informações sobre uma ameaça de bomba que visava sua vida.
Ameaça durante discurso
Durante seu discurso, a ministra abordou temas relacionados à representação feminina e à luta contra a violência política de gênero. Cármen Lúcia mencionou que, enquanto se dirigia ao evento, foi alertada sobre a possibilidade de um atentado com bomba contra ela, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre a ameaça.
“Vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar. Estou no meio de estudantes, eles viram meus advogados em dois minutos. Pior para quem mandar. Melhor não mandar. Não sei se é fato, mas estão me ligando. Eu estou vivíssima, cada vez mais”, declarou a ministra.
Reflexão sobre a violência de gênero
Além de relatar a ameaça, Cármen Lúcia aproveitou a oportunidade para destacar o alarmante aumento da violência de gênero no Brasil, enfatizando que os assassinatos de mulheres precisam ser combatidos. “Parem de nos matar, porque nós não vamos morrer. Nós, mulheres, decidimos que não vamos morrer, embora os homens tenham decidido que vão nos matar. Tentam nos matar de várias formas. Todas as manhãs há notícia de assassinato de mulheres”, completou.