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Moro propõe plano de segurança para o Paraná com pilares de programa federal descontinuado

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O senador Sergio Moro (PL-PR), atual candidato ao governo do Paraná, apresentou um plano de segurança pública para o estado que incorpora elementos centrais de uma iniciativa federal concebida durante seu período como Ministro da Justiça na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta para o Paraná visa estabelecer uma nova abordagem para o combate à criminalidade organizada, refletindo experiências anteriores.

Detalhes da Estratégia Proposta para o Paraná

A campanha de Moro para o governo paranaense foca na criação de forças-tarefas de investigação com atuação permanente em diversas regiões do estado. Essas equipes especializadas teriam a missão de desarticular a estrutura financeira de grupos criminosos, contando com a participação conjunta das polícias e da Receita Estadual. Além disso, o plano prevê a implementação de Centros Integrados de Cooperação Policial, promovendo a troca em tempo real de dados e informações de inteligência entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e órgãos federais.

Em encontros com integrantes das forças de segurança, o senador detalhou que as missões das forças-tarefas serão direcionadas ao desmantelamento de facções, à prisão de seus líderes e ao confisco de bens adquiridos ilicitamente. Moro já havia expressado, em discurso no Senado em junho, a intenção de aplicar sua expertise prévia na área para transformar o Paraná no estado com os melhores índices de segurança do país.

O Precedente Federal: Programa “Em Frente, Brasil”

As diretrizes que Moro propõe para o Paraná guardam semelhança com o programa federal “Em Frente, Brasil”, lançado em agosto de 2019 sob sua liderança no Ministério da Justiça, em parceria com o então presidente Bolsonaro. Essa iniciativa nacional também era fundamentada na formação de forças-tarefas regionais para enfrentar organizações criminosas, na integração das forças de segurança, no compartilhamento de inteligência e na recuperação de ativos do crime organizado.

O projeto-piloto do “Em Frente, Brasil” foi implementado em cinco cidades: Ananindeua (PA), Paulista (PE), Cariacica (ES), Goiânia (GO) e São José dos Pinhais (PR), esta última na região metropolitana de Curitiba. Inicialmente, cada local recebeu cerca de cem agentes da Força Nacional. A visão original de Moro era testar o modelo nessas localidades para, em seguida, expandir sua aplicação para as 120 cidades com os maiores índices de homicídios no Brasil, e envolver mais de dez ministérios em ações complementares nas áreas social, educacional e de infraestrutura.

Descontinuidade e Impacto

Contudo, o programa federal não obteve a prioridade esperada na gestão Bolsonaro e foi gradualmente esvaziado. A relação política entre Moro e o ex-presidente deteriorou-se, culminando na saída do então ministro do governo em abril de 2020. Após sua partida, o “Em Frente, Brasil” perdeu impulso, registrando uma redução na participação da Força Nacional, atrasos na liberação de recursos para os estados e a não concretização das ações multiministeriais prometidas na esfera social. A fase experimental do programa foi formalmente encerrada em abril de 2021.

Apesar do histórico de descontinuidade da iniciativa federal, Sergio Moro, que atualmente se encontra em um alinhamento político com o bolsonarismo, reafirmou ao SBT News seu compromisso com a criação de forças-tarefas e centros de integração policial para o Paraná. Ele enfatizou que, no estado, as próprias polícias estaduais seriam responsáveis por desempenhar um trabalho robusto, diferenciando da dependência da Força Nacional. Quando questionado sobre as razões da falta de apoio de Bolsonaro ao projeto original, o senador optou por não emitir comentários.

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