
A morte do influenciador Ruan Carlos da Silva Morais, de 18 anos, conhecido como “Cearense”, em Maracanaú, Grande Fortaleza, gerou controvérsia sobre as circunstâncias da abordagem policial que resultou em seu falecimento. O incidente ocorreu na última terça-feira (25) e apresenta versões conflitantes entre a Polícia Militar e a família do jovem.
De acordo com a Polícia Militar, Ruan Carlos teria sido morto em legítima defesa, após iniciar um confronto armado contra os agentes. A corporação alega que o influenciador, ao ser abordado, teria disparado contra os policiais, que revidaram.
A versão da família, no entanto, contradiz frontalmente o relato policial. Familiares de Ruan Carlos negam que ele estivesse armado ou que tenha confrontado os policiais. A mãe do jovem, Marlene Santos, expressou sua indignação em vídeos nas redes sociais, questionando a veracidade da versão apresentada pelas autoridades. “Meu filho não era um bandido. Bandido foi quem fez isso com ele”, declarou.
A irmã do influenciador, conhecida nas redes sociais como “Diguinha A Fuleira”, também tem se manifestado, criticando a versão policial e questionando a origem da arma que, segundo a polícia, estaria em posse de seu irmão. “Quero saber cadê a arma de vocês, que vocês colocaram como se fosse dele. Nós queremos saber da onde esse 38 saiu”, publicou.
Ruan Carlos estava pilotando uma motocicleta com sua namorada, de 16 anos, quando foi baleado e caiu. A adolescente está internada em um hospital de Fortaleza, sob custódia policial.
A Polícia Militar informou que a perseguição ao casal teve início após uma denúncia de intimidação a uma equipe de imprensa. Os policiais identificaram a moto do casal como suspeita e deram ordem de parada, que não teria sido obedecida. Próximo ao local da queda, a polícia afirma ter encontrado um revólver calibre .38 que estaria com o influenciador.
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou que está acompanhando o caso. A investigação busca esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades pela morte do influenciador.
Fonte: g1.globo.com
