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MPRJ Aprofunda Debate Sobre Lei Antifacção no Combate ao Crime Organizado

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sediou recentemente um encontro estratégico para analisar a Lei Antifacção. O evento teve como foco principal a discussão dos desafios impostos pela atuação de organizações criminosas classificadas como ultraviolentas, buscando aperfeiçoar a aplicação da nova normativa.

Antonio José Campos Moreira, procurador-geral de Justiça do Rio, destacou que a legislação em questão representa uma resposta jurídica ao avanço de grupos criminosos de alta periculosidade. Esses grupos, além das infrações comuns, passaram a exercer um controle abrangente sobre territórios e a vida social de diversas comunidades.

Moreira enfatizou que a Lei Antifacção fornece ferramentas essenciais para enfrentar facções que exploram a violência não apenas para a prática de crimes, mas para estabelecer domínio sobre comunidades, cercear direitos e promover exploração econômica. Ele pontuou a importância crucial de o Ministério Público uniformizar seus entendimentos sobre a aplicação da lei, garantindo uma resposta institucional coesa e eficaz.

Complementando a discussão, Alexandre Araripe Marinho, procurador de Justiça e assessor-chefe da Assessoria Criminal do MPRJ, salientou a necessidade de uma interpretação harmoniosa dos novos instrumentos legais. Segundo Marinho, é fundamental construir uma atuação coordenada do órgão diante das dinâmicas em constante transformação do crime organizado.

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