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MPRJ Denuncia Três PMs por Corrupção em Esquema de Policiamento Privilegiado na Baixada Fluminense

Agência Brasil

Três policiais militares foram formalmente denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sob a acusação de corrupção passiva militar. Eles são investigados por supostamente exigirem pagamentos de empresários e comerciantes em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em troca de um serviço de patrulhamento considerado ‘diferenciado’.

Na última quinta-feira, o MPRJ deu cumprimento a mandados de prisão preventiva contra os envolvidos. Dois dos acusados já estavam sob custódia devido a um processo distinto, enquanto o terceiro foi detido em sua residência, localizada em Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense.

Conforme apurado pelo Ministério Público, o esquema consistia em policiais priorizarem determinadas localidades em suas rotas de patrulhamento e atenderem a chamados específicos dos pagantes. Para isso, os agentes utilizavam a infraestrutura da Polícia Militar para servir a interesses particulares dos estabelecimentos comerciais.

Uma clínica foi citada como beneficiária do arranjo, efetuando pagamentos de R$ 50 para ter acesso a este policiamento especial. Os crimes teriam ocorrido entre setembro e outubro de 2021, período em que os três policiais estavam lotados no Batalhão de Belford Roxo. A denúncia formal foi acatada pela Auditoria da Justiça Militar.

Investigação Ampla Contra o Batalhão de Belford Roxo

A recente ação faz parte de uma investigação mais abrangente do MPRJ, que teve início em maio de 2024. O objetivo da apuração é identificar e coibir práticas criminosas realizadas por membros do Batalhão de Belford Roxo.

O mesmo batalhão já foi alvo de outras investigações significativas. Em agosto do ano anterior, dez policiais foram detidos sob a acusação de extorquir comerciantes. Em maio deste ano, outros onze foram denunciados por aceitar propina para garantir a segurança de estabelecimentos durante o expediente. Adicionalmente, em junho, quatro policiais foram indiciados por peculato e pela venda de uma pistola apreendida em uma ocorrência policial.

A força-tarefa do Ministério Público conta com a colaboração da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Secretaria Estadual de Polícia Penal, órgãos que apoiam a investigação em curso.

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