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Novas Diretrizes do SUS Ampliam Tratamento da Fibromialgia no Brasil

© Marcello Casal JrAgência Brasil

No Brasil, a fibromialgia afeta entre 2,5% e 5% da população. Recentemente, o Governo Federal lançou novas diretrizes com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a condição e aprimorar as opções de tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entendendo a Fibromialgia

A fibromialgia é caracterizada por dores crônicas generalizadas no corpo, sem relação com lesões ou processos inflamatórios, conforme explica José Eduardo Martinez, reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, em entrevista ao programa Tarde Nacional – Amazônia.

Além da dor, os pacientes frequentemente sofrem com fadiga, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas. Estes sintomas formam um quadro clínico que caracteriza a fibromialgia.

Perfil e Diagnóstico

Estudos publicados na revista Rheumatology e pelo National Institutes of Health (NIH) indicam que mais de 80% dos casos de fibromialgia ocorrem em mulheres, predominantemente na faixa etária entre 30 e 50 anos. A origem da síndrome ainda não é totalmente compreendida, mas fatores hormonais e genéticos estão entre as hipóteses investigadas.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico e depende principalmente da descrição dos sintomas pelo paciente. Martinez destaca que é essencial realizar um exame físico detalhado para descartar outras condições que possam causar dor.

Tratamento e Reconhecimento Legal

Em janeiro, a Lei 15.176/2025 foi sancionada, reconhecendo a fibromialgia como uma deficiência. Essa legislação permite acesso a benefícios como cotas em concursos, isenções fiscais na compra de veículos adaptados e aposentadoria por invalidez.

Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou um plano estruturado para o tratamento da fibromialgia pelo SUS, que inclui capacitação de profissionais e um enfoque multidisciplinar, abrangendo fisioterapia, suporte psicológico e terapia ocupacional.

A prática regular de exercícios físicos é recomendada como uma forma eficaz de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A Sociedade Brasileira de Reumatologia enfatiza que tratamentos não farmacológicos são igualmente importantes para o manejo da dor, além dos medicamentos.

Martinez também ressalta a necessidade de uma abordagem colaborativa entre profissionais de saúde, como psiquiatras e reumatologistas, para garantir um tratamento eficaz e seguro para os pacientes.

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