
Ataque ocorreu nesta terça-feira (2) dentro do banheiro de uma escola particular; professor e coordenadora também ficaram feridos
O caso do aluno esfaqueado em escola de Fortaleza mobilizou autoridades, pais e equipes de saúde após um ataque dentro do banheiro de uma escola particular, na manhã desta terça-feira (2), no bairro Lagoa Redonda. O adolescente de 16 anos foi atingido diversas vezes por um colega e precisou ser socorrido ao Hospital Distrital Edmilson Barros de Oliveira (Frotinha de Messejana). O caso também deixou um professor e uma coordenadora feridos ao tentarem impedir a agressão.
Segundo informações colhidas no local, o agressor — um aluno de 15 anos — entrou no banheiro com três facas e chamou o colega como se precisasse de ajuda. A investigação aponta que o ataque ocorreu por trás, de forma repentina. A família da vítima afirma que a escola já sabia que o adolescente agressor enfrentava problemas psicológicos.
A vítima levou entre sete e dez golpes, conforme relatos de familiares e equipes de emergência. Gritos vindos do banheiro mobilizaram um professor e a coordenadora, que tentaram intervir e também foram feridos. Todas as vítimas receberam atendimento médico.
Relatos de familiares
Pais de alunos chegaram em desespero à unidade ao serem informados do ocorrido. As aulas foram suspensas e o prédio ficou isolado enquanto ambulâncias atendiam as vítimas.
O pai do adolescente ferido contou que havia deixado o filho minutos antes e recebeu a ligação da escola informando que “tinha acontecido um incidente”. Ao retornar, encontrou veículos da Polícia Militar e ambulâncias.
“Visualizei meu filho, eu tirei uma foto dele. Eu não acreditei. Perguntei pra ele. Menino de ouro, tá calmo. ‘Não pai, não foi nada, tô bem.’ Todo cortado”, relatou.
Investigadores disseram à família que a escolha da vítima teria sido aleatória: “Poderia ter sido qualquer pessoa que estivesse naquele local”, afirmou o pai.
Adolescente é levado à DCA
O adolescente responsável pelos golpes sofreu um ferimento leve no dedo e foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde prestou depoimento. Ele foi apreendido após ser contido por funcionários da escola.
As investigações seguem para esclarecer a motivação e as circunstâncias do ataque, que gerou forte comoção entre estudantes, famílias e funcionários.
