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ONU sinaliza pressão crítica no sistema de saúde cubano

Cuba reconectou sua rede elétrica em grande parte da ilha na terça-feira (17)  • Norlys Pere...

Na sexta-feira (15), representantes da ONU destacaram que o sistema de saúde de Cuba permanece funcional, porém enfrenta uma pressão intensa em decorrência da falta de combustível, eletricidade, medicamentos e suprimentos médicos.

Apelo por assistência humanitária

Edem Wosornu, do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, enfatizou a necessidade urgente de que a ajuda essencial chegue rapidamente à população, admoestando que a situação pode se agravar sem uma resposta ágil e coordenada.

Desafios enfrentados pelos hospitais

Altaf Musani, diretor de intervenções de saúde de emergência da OMS, alertou que apagões e falhas no fornecimento estão comprometendo a capacidade dos hospitais em oferecer atendimento de emergência, incluindo a realização de cirurgias e serviços laboratoriais, além de afetar a imunização e os cuidados maternos e infantis.

Pacientes em situação crítica

Atualmente, mais de 100 mil pacientes, incluindo mais de 11 mil crianças, estão aguardando cirurgias que foram adiadas. Cerca de 5 milhões de pessoas com condições crônicas enfrentam o risco de interrupções em tratamentos essenciais.

Musani também mencionou que aproximadamente 16 mil pacientes em tratamento de radioterapia e mais de 12 mil em quimioterapia estão em situação de vulnerabilidade, assim como mais de 32 mil gestantes que têm dificuldade de acesso a serviços de diagnóstico e transporte obstétrico de emergência.

Os cuidados neonatais são particularmente afetados, uma vez que os equipamentos essenciais dependem de uma eletricidade confiável.

Impactos da crise de abastecimento

De acordo com os representantes da ONU, a escassez de combustível está limitando os serviços de ambulância e o acesso a cuidados médicos, além de prejudicar o fornecimento de água potável, a produção de alimentos e as cadeias de refrigeração. Apesar das dificuldades, os profissionais de saúde continuam a trabalhar em condições adversas.

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