
A Polícia Federal (PF) está investigando um esquema de lavagem de dinheiro que teria como uma de suas fontes o tráfico de cocaína. MC Ryan SP, um artista do funk, foi preso na manhã de quarta-feira (15/4) durante a Operação Narco Fluxo.
Detenção e Operação Narco Fluxo
A Operação Narco Fluxo, deflagrada na madrugada do dia 15 de abril, conta com a participação de mais de 200 policiais federais. MC Ryan SP foi detido em Bertioga, no litoral de São Paulo, e é um dos principais alvos da operação.
Durante as ações, a PF apreendeu veículos e relógios de luxo, armas, cartões e outros bens de alto valor. Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além de 39 ordens de prisão temporária.
Movimentação financeira e conexões criminosas
As investigações revelam que o grupo criminoso pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão, com ações ocorrendo simultaneamente em vários estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A PF também apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos relevantes para o caso.
A operação não se restringe apenas a MC Ryan SP, mas também investiga outras personalidades, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias. De acordo com a PF, o cantor teria utilizado suas empresas e a influência nas redes sociais para misturar receitas legítimas com dinheiro proveniente de atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas.
Bloqueio de bens e defesa do artista
Em decisão judicial que fundamentou a Operação Narco Fluxo, foi determinado o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 alvos. O valor foi estimado com base no lucro do tráfico de mais de três toneladas de cocaína e nas movimentações financeiras dos investigados.
A defesa de MC Ryan SP declarou que não teve acesso completo ao processo, impossibilitando uma manifestação detalhada sobre os fatos. A defesa enfatizou a integridade do artista e a legitimidade de suas transações financeiras, afirmando que todas as receitas são comprovadas e devidamente tributadas.
