
Nesta sexta-feira (13), policiais civis da 126ª DP de Cabo Frio realizaram uma operação com o intuito de desmantelar um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em Cabo Frio e Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, além de localidades na região portuária de São Paulo, incluindo Santos e São Vicente.
Durante as buscas, os agentes conseguiram apreender armamentos, munições, documentos, dispositivos eletrônicos, cheques e moedas estrangeiras. Também foram coletadas chaves de veículos e documentos que podem ser cruciais para o prosseguimento das investigações.
Suspeito Principal e Investigações
Carlos Sandro Siemen Poies é o principal alvo da operação, sendo investigado por sua suposta participação no tráfico internacional de cocaína originária da Bolívia. Relatos indicam que ele utilizaria aeronaves particulares para o transporte dos entorpecentes.
As investigações começaram em 2025, após a identificação de posse irregular de armamento. Um homem que tinha registro de atirador desportivo teve seu certificado cancelado e não regularizou a situação das armas, o que levou à apuração inicial.
Com o avanço da investigação, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras que não correspondiam à renda declarada por Poies. Ele não possuía vínculos formais de trabalho ou participação em atividades empresariais regulares.
Durante as apurações, foi constatado que o investigado utilizava dois números de CPF, um legítimo e outro clandestino que já foi cancelado. Além disso, foi descoberta uma ligação com uma empresa registrada em nome de sua ex-companheira, Etienne Gaston Evangelista, que agora é alvo de investigação por possível atuação como “laranja”.
Os agentes também analisaram transferências bancárias de traficantes de outros estados. Em 2022, uma transferência de R$ 26.550 foi realizada de um líder do tráfico na Bahia para Poies. Em 2023, outra movimentação de R$ 30 mil, atribuída a um narcotraficante baiano, foi registrada.
As evidências coletadas indicam que os recursos estariam relacionados ao comércio de drogas. Investigações adicionais também sugerem ligações do suspeito com membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A Justiça tomou medidas para bloquear bens e contas dos investigados, estabelecendo um limite de até R$ 500 mil por pessoa, além de autorizar o sequestro de imóveis e veículos. Os investigados devem entregar seus passaportes em um prazo de 48 horas e estão proibidos de mudar de endereço sem autorização judicial, assim como devem comparecer periodicamente ao juízo para justificar suas atividades.
A operação visa coletar novas provas, aprofundar as investigações financeiras e identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.
